Renovação
WUNENBURGER, Jean-Jacques. L'imagination. Paris: Presses Universitaires de France (PUF), 1991. (Coleção “Que sais-je?”).
A renovação das concepções da imaginação, nas últimas décadas, deve-se a um grande número de correntes e métodos: assim, a fenomenologia (E. Husserl, J.-P. Sartre, M. Merleau-Ponty…) destacou a intencionalidade própria da consciência da imagem; a hermenêutica (M. Heidegger, H. Gadamer, P. Ricœur…) confirmou a existência de um sentido simbólico latente nas imagens, tanto durante sua produção quanto durante sua recepção; o estudo comparativo de corpora religiosos e mitologias serviu de base para o reconhecimento de estruturas do imaginário, cujos elementos e relações atestam a existência de invariâncias ou correspondências (M. Eliade, C. Lévi-Strauss, G. Durand, H. Corbin…); historiadores e sociólogos valorizaram o papel institucionador da imaginação na produção e no desenvolvimento da história humana (E. R. Dodds, G. Duby, E. Morin, C. Castoriadis…); ; os trabalhos da psicologia teórica e clínica descreveram os processos de formação e evolução das imagens em um sujeito (J. Piaget, H. Labo-rit…), a participação do inconsciente (S. Freud, J. Lacan), e até mesmo definiram protocolos terapêuticos para reativar a imaginação (C. G. Jung, R. Desoille, J. Hillman, M. L. von Franz, P. Solié…). O desenvolvimento das ciências da linguagem permitiu aprofundar o conhecimento dos processos de geração de imagens literárias (metáforas) ou de criação de obras (G. Bachelard, J.-P. Richard, Ch. Mauron, R. Barthes, J. Starobinski, G. Poulet…); já a história da arte suscitou novos modelos de interpretação das obras, levando em conta tanto os fatores individuais quanto as restrições formais ou culturais da criação (A. Ehrenzweig, E. Faure, H. Focillon, P. Francastel, E. Gombrich, R. Huyghe, E. Panovski, etc.).
