User Tools

Site Tools


gusdorf:homem-romantico

HOMEM ROMÂNTICO

  • O Homem Romântico
    • Primeira Parte: Valores, Estados de Alma
      • Capítulo Primeiro: Os Antecedentes
        • O Eu romântico, centro e desafio da existência
          • As etapas do Eu na cultura ocidental desde a cultura antiga
          • Renascimento, Reforma, Classicismo ontológico-cartesiano
          • Desgaste dos absolutos e definhamento da ontologia
          • Dissolução do sujeito: Locke
          • A estátua de Condillac
          • Hume: uma antropologia da impessoalidade; “Eu não existo”
        • A Idade das Luzes tenta reduzir o homem à razão
          • Rumo à universalidade na uniformidade
          • Axiomatização do espaço mental
          • Diminuição capital da individualidade
          • Neutralização da linguagem
          • O cidadão do mundo
          • A humanidade não passa de um universo do discurso
          • A ordem galileana, espaço de segurança; negação da morte
      • Capítulo II: A Identidade Romântica
        • O Eu romântico do século XVIII: de Shaftesbury ao Sturm und Drang
          • Sensibilidade contra sensorialidade
          • A inversão das prioridades
          • Fr. Schlegel: um contrapeso espiritual à Revolução
          • O Eu, ponto mediano da cultura
          • A ordem neurobiológica no homem condiciona a ordem do mundo
          • Presença da rosa e linguagem das flores
          • O sujeito sem substância das Luzes e sua patologia
        • O Eu de Rousseau como presença
          • O Eu transcendental de Kant, sujeito sem substância, grau zero da vida pessoal
          • Biran: o que é o eu? Conversão de Biran
          • Presença real da substância
          • Um Colombo metafísico para explorar o espaço interior
          • Linha de ruptura com as Luzes
          • A identidade do Eu é um segredo
        • Maurice de Guérin contra Locke
          • O ponto de origem da personalidade, doação ontológica
          • O sentimento da existência
          • “Cinestesia”
          • Os confins do espírito e do corpo
          • Reabilitação da ordem emocional e afetiva
          • O Eu como fundamento e ponto de apoio
          • Da psicologia à ontologia
        • Schelling: a abertura da consciência sobre a surrealidade do ser
          • Do eu transcendental ao eu ontológico pela intuição intelectual
          • O anonimato de Descartes
          • Novalis: miséria da psicologia
          • Rumo à matriz do sentido
      • Capítulo III: Intermitências e Contradições
        • O eu restaurado reivindica o campo total da presença no mundo
          • A virtude da originalidade e da diferença
          • Richter: “Eu sou um eu”
          • Jacobi: uma duração sem fim, infinitude e finitude
          • A realidade humana transcende a inteligibilidade
        • Encarnação na história e encarnação na natureza
          • Consciência como emergência, espaço dos confins
          • Ausência de critério único da verdade
          • Revelação do infinito no finito; verdade como explosão e signo de contradição oposta ao classicismo da harmonia
        • Perfeição na finitude oposta à contradição e desmedida
          • Os objetores de consciência a W. Meister
          • O voto de não chegar (não alcançar êxito social)
          • Os românticos envelhecem mal
          • Antes morrer jovem ou ausentar-se na loucura
          • O signo do fracasso
          • Para uma escala graduada dos românticos
          • A vida e a obra
          • Os Professores
        • Tipologia do eu romântico
          • Frédéric Schlegel, gênio irregular e proteiforme
          • Tensões e contradições
          • Uma lógica não aristotélica
          • Dandismo e pureza, satanismo e santidade
          • A denegação como essência da liberdade
          • Fosforescência e polaridades
          • Clemens Brentano, Tieck
        • Uma escatologia da personalidade
          • O mito remedeia a não transparência da consciência
          • Experiências nos limites e desordem da composição artística; mistura de gêneros, rapsódias; o romance
          • Märchen (Contos de fadas)
          • Incoerência, inconsistência estética, psicológica, social
          • Paraíso, caos, jogo
          • O estágio estético segundo Kierkegaard e o homem do entretenimento
          • Dom Juan e o Judeu Errante
          • O coração para nada
          • Fascinação pelo religioso
      • Capítulo IV: Busca do Centro e Antropologia Negativa
        • F. Schlegel: “é artista aquele que tem seu centro em si mesmo”
          • Foco das significações
          • Tema místico do Centro em Boehme
          • Mediador
          • Excentricidade e busca do centro na Lucinde
          • Fusão dos centros, o amor; participação
        • A busca do centro como segundo movimento, nostalgia de plenitude
          • O instante, o infinito
          • Recentralização ontológica do eu e do mundo
          • O centro e a esfera em reciprocidade de ser
          • Consubstancialidade do eu e do não-eu
          • O indivíduo como lugar de irradiação do mundo; o princípio romântico de individuação
        • Uma antropologia negativa correlativa da teologia negativa
          • O Eu inidentificável
          • Princípio de razão insuficiente
          • Nada positivo (Ungrund) no fundamento da personalidade
          • Falso processo do romantismo como niilismo
          • O Gesamtkunstwerk ou a plenitude do sentido
          • Projeto da obra-prima absoluta
          • O confronto com o infinito é uma iniciação
      • Capítulo V: Pensamento da Vida e Inclinação do Devaneio
        • O universo racionalista exposto “more geometrico”
          • O pensamento romântico quer ser um saber vivo da vida
          • Remontar aquém da dissociação do eu e do não-eu
          • A revolução não galileana e a prioridade da biologia
          • Bichat e o primado da fisiologia
          • Evolução criadora
        • Ilimitação da consciência
          • A inclinação do devaneio
          • As férias do espírito
          • Liberação da autenticidade recalcada
          • Regressão às origens
          • Amiel
          • Descomplicação da consciência sonhadora
          • Guérin: retorno às origens vitais
          • Mas o eu conserva sua identidade; coalescência com o universo, não dissolução
          • Amiel: o meio da consciência é inconsciente
          • O polo negativo
        • Hugo no promontório do sonho
          • Experiências nos limites
          • Amiel: Despojamento e plenitude
          • Contra a dissociação da humanidade e da verdade
          • A verdade romântica consubstancial à experiência
          • O devaneio libera o homo humanus
          • A consciência romântica em estado de ausência de gravidade
          • Epifania da surrealidade do mundo
          • Coalescência da consciência e do mundo
          • A verdade faz corpo com a realidade
      • Capítulo VI: Gemüt, Stimmung, Harmonias
        • Gemüt intraduzível para o francês e talvez para o alemão
          • Origens místicas: Eckhart, Boehme
          • Prioridade do Gemüt sobre o entendimento
          • O “coração” pascaliano, lugar ontológico dos valores no homem
          • Animus e anima
          • Uma carta do Padre Enfantin
          • Primazia do amor
        • A verdade também se diz no feminino
          • Michelet: os dois sexos do espírito
          • Fr. Schlegel: o instinto da grandeza moral
          • Schleiermacher: núcleo existencial da presença no mundo
          • Adivinhação do sentido humano
          • Novalis: o Gemüt na arquitetônica da percepção
          • O mundo é Gemüt
        • Stimmung: o acordo numa acústica da alma (Novalis)
          • Modulações da vida emotiva
          • Relações, correspondência, harmonias têm uma significação cosmológica
          • Números e proporções na música do real
          • Ontologia do sentimento e modos do ser pessoal
          • Harmonia como graça
          • O homem impõe sua lei à paisagem
          • Consonância e dissonância entre o interior e o exterior
        • O homem é o mestre do sentido
          • Sensibilidade
          • Senancour e o além da sensação
          • A meteorologia transferida do exterior para o interior; o diário
          • A moral sensitiva segundo Rousseau
          • Biran e o sentimento da existência
          • Osmose entre interior e exterior: Biran, Guérin
        • Gemüt segundo Novalis
          • Afinidades do homem e da natureza segundo Madame de Staël
          • O lugar do enraizamento da antropo-cosmo-teologia romântica
          • Heinrich von Ofterdingen
          • A criação do mundo segundo a ordem poética
          • Idealismo mágico
        • A busca da integridade perdida
          • Stimmung como sentido universal: polaridade, magnetismo na ciência romântica
          • Seraphita: o universo das similitudes
          • Matéria e espírito: a unidade das relações
          • A iniciação e o retorno à harmonia
          • Extravios da razão
          • Pascal: as três ordens
        • Max Scheler: os a priori emocionais
          • A axiologia e a experiência espiritual dos valores
          • A literatura da sensibilidade e seus subprodutos
          • Mistérios da simplicidade e do maravilhoso
          • Autenticidade do sentimento
          • A mulher mediadora da transcendência
        • Ocultação racionalista dos valores
          • O domínio interior segundo Hemsterhuis: o “órgão”, centro dos valores
          • Saint-Martin: o homem de desejo
          • Gemüt e inversão das prioridades em Novalis
        • A simpatia segundo Scheler; percepção do mundo como organismo universal
          • O objetivo cosmológico une sentido íntimo e sentido externo
          • O foco ontológico da existência; uma razão vital
          • A Enciclopédia de Novalis, plenitude do saber
          • Liberação do sentido; vidência
          • Sensibilidade cósmica da vidente de Prevorst
          • Vidência, poesia, ciência
          • Novalis, Baader, filiação cósmica do ser humano
      • Capítulo VII: Superabundância do Sentido
        • Não há realidade suficiente para a plenitude do sentido
          • Não coincidência do espaço interior e do espaço exterior
          • O mal-entendido
          • O romântico é um emigrado no interior
          • A perda de sentido é superabundância de sentido
          • De Lamennais a George Sand
          • Falta de fé ou excesso de fé
        • A rosa de Condillac, o narciso de Obermann, a pervinca de Rousseau, a Flor Azul de Novalis
          • Geometrismo mórbido e alienação vital do intelectualismo
          • Monet e a estação Saint-Lazare
        • Poesia, estado segundo ou primeiro
          • Nerval entre os loucos: Aurélia
          • O Märchen segundo Novalis; idealismo mágico, transmutação lírica do universo, modo de apreensão do real, música do imaginário do sentido cativo
          • O natural e o maravilhoso
          • O Märchen é a arte poética do Romantismo
          • A Loja invisível; milagre; legenda dourada
        • “A fantástica” segundo Novalis; imaginação criadora
          • Pluralidade dos mundos interiores
          • O sonho torna-se mundo
          • As avenidas do fantástico sombrio desembocam no inferno
          • E. T. A. Hoffmann, o anjo do bizarro
          • A escrita como exorcismo
          • Magnetismo da poesia
        • Um exotismo no interior do mundo
          • Charles Nodier sobre o fantástico, força de liberação
          • O cegueira racional desencanta o universo
          • O renascimento mítico na consciência europeia
        • Sonho, pesadelo
          • A chave dos sonhos românticos
          • O romantismo é uma tentativa de salvar o sentido
          • Heine sobrenaturalista
          • Victor Hugo: Contemplação suprema; sobrenaturalismo: “A natureza longe demais”
          • Presença espacial da divindade
          • Inteligibilidade de ruptura ou ruptura da inteligibilidade
    • Segunda Parte: O Ser Encarnado
      • Capítulo Primeiro: Situação do Homem na Natureza: Antropo-Cosmomorfismo
        • O romantismo, monismo psicobiológico, rompe com a tradição que confere ao homem uma posição central, exorbitante do direito comum da natureza
          • O idealismo propõe uma verdade desencarnada, a do surdo-mudo-cego
          • A consciência pressupõe a encarnação
          • Princípio de razão insuficiente
          • O amor
          • O homem é natureza de ponta a ponta; ele não domina o sentido que o atravessa
        • Verdade em primeira pessoa: Michelet: meu livro me criou; a França é uma pessoa
          • Nietzsche: a história é a consciência cósmica
          • História natural interior da terra (Steffens). Totalorganismus do Cosmos; o ser humano é um órgão deste organismo
          • A história deve tornar-se natureza
          • Sacralização da criação evolutiva
          • Não progresso, mas florescimento gradual
        • Carus: manifestações da Urkraft, força vital infinita
          • Comunidade das significações do universo
          • Novalis: nosso corpo é um membro do mundo
          • Ritter: a Terra existe em função do homem
          • Oken: o mundo tomou forma no homem
          • Baader: o homem repetidor da divindade; uma mística da encarnação
          • Reconciliar ciência e religião
          • Descobrir a palavra de Deus encarnada no universo
        • Oken: o homem é Deus em forma carnal
          • O homem à frente da procissão numérica dos seres
          • Fisiologia cósmica do homem
          • Steffens: o homem é a realização do sentido da criação
          • Antroposofia ligada a uma teosofia
          • Caridade cósmica
          • Vida e metamorfose da Terra na antropologia geológica, procissão dos viventes
        • A consciência humana, soma do saber em expansão cósmica
          • História natural e história sobrenatural segundo Steffens; uma dinâmica escatológica
          • Criação segundo o Gênesis e devir cósmico
          • Fechner: a Terra mãe viva
          • Vida espiritual das plantas
          • Diversidade das almas na unidade da Criação
        • O romantismo é uma luta pelo sentido
          • Odisseias da alma na natureza: Schubert, Carus
          • A consciência não é homóloga à alma
          • Consciência e inconsciente
          • A alma pode não ser consciente
          • Lei biogenética do espiritual
          • A alma do mundo
        • A história natural é um cântico dos graus
          • Comunidade dos viventes
          • Uma mitologia da natureza e do homem
          • Transfiguração da história natural em história santa; um novo simbolismo cristão
          • Teocracia da ciência; o Cristo cósmico
        • Um novo lugar metafísico
          • As ciências da natureza são ciências sem a natureza
          • A abordagem mítica do saber
          • A física dos corpos não se aplica às almas
          • A presença espiritual do homem transborda sua presença material
          • É preciso preencher o vazio epistemológico hiante
          • Hugo: o sobrenatural não existe; a ciência não tem limite
          • O pior dos antropomorfismos é aquele que se ignora
      • Capítulo II: Morte — Sonho — Sobrevivência
        • A morte como desfecho do laço entre organismo e consciência
          • A morte romântica aproxima-se da vida
          • Uma morte positiva
          • Os grandes cemitérios sob a lua
          • Michelet contra a escola da morte
          • A morte como limiar
          • Suicídios românticos
        • A transição entre a vida e a morte ocorre nos dois sentidos
          • As intermitências da consciência durante a vida
          • Morrer, dormir
          • Nascimento e morte no metabolismo da criação
          • Oken: relativização da morte no Weltorganismus; mutações, dissoluções, recomposições
          • A doutrina do Circulus segundo Pierre Leroux e Victor Hugo
          • A criação evolutiva como palingenesia
        • Morte e sobrevivência: o trabalho do luto
          • A morte do outro acontece comigo
          • Novalis e a morte de Sophie; a experiência da morte, do Diário aos Hinos à Noite
          • Celebração da morte como realização, iniciação
          • O artista da imortalidade e o idealismo mágico
        • Fascinação pela noite
          • A noite preenche as significações; noturnos românticos
          • Jean-Paul: a visão do Cristo morto
          • Noite da ausência de sentido e noite da presença
          • Luz solar; irradiação lunar
        • Defesa e ilustração do sonho
          • O sonho entre a vigília e a noite total
          • Retorno ao organismo total (Ritter)
          • Não se retorna do sonho profundo
          • Confins do sono, entre a vida e a morte
          • A verdadeira vida está ausente
          • Dia noturno e noite diurna
        • Schelling e a morte de Caroline
          • Conversão da ausência em presença
          • As idades do mundo
          • A morte individual reabsorvida na liturgia cósmica
          • Imortalidade pessoal ou impessoal
          • Nerval, comentador de Goethe, e a questão da sobrevivência
          • O sonho, segunda vida
          • Aurélia, deriva onírica, odisseia iniciática
        • Victor Hugo e a morte de Léopoldine
          • Conversão ao espiritismo e vocação profética
          • Destino das almas e lenda do gênero humano
          • A Boca de Sombra: tudo está cheio de almas
          • Satanás será salvo
        • Michelet e a morte de Madame Dumesnil; uma embriologia geral em progressão para o alto
          • Biologia e história
          • Hino à vida
          • Auguste Comte e Clotilde
          • Do Curso ao Sistema de Política Positiva
          • Clotilde nos altares
        • Nos filósofos da natureza, a evolução criadora desenvolve uma dinâmica ascensional das formas vivas
          • Rumo ao super-homem do futuro
          • Espiritualismo genético de Schubert
          • A existência vindoura no coração da presente
          • A forma humana novo ponto de partida na criação
        • A contra-ofensiva dos anjos desde Swedenborg
          • Angelologia e antropologia
          • A morte, reintegração à vida telúrica
          • Schubert integra a antropologia à cosmologia ascensional
          • O universo expõe o mistério de Deus
          • Carus: percurso da consciência entre o finito e o infinito do inconsciente divino
        • A escatologia da consciência segundo Fechner e sua doutrina da sobrevivência
          • A morte é uma doença de passagem, conduzindo à plena consciência no além
          • Crescimento da vida na humanidade rumo ao triunfo do bem
          • Os anjos planetários
          • O espiritismo, comunicação entre os mundos
          • Espíritos e visões
      • Capítulo III: O Andrógino
        • Privilégio da consciência clara na tradição filosófica
          • Para os românticos, a racionalidade é uma ilha na imensidão do real
          • A consciência é marginal em relação ao inconsciente
          • A verdade incomensurável com o discurso da razão
          • Fragmento, comunicação indireta
        • O saber mítico, justificação da relação com o mundo, cifra das profundezas
          • Revelação do sentido da vida
          • O andrógino, homem-mulher dissociado na origem
          • A insuficiência de ser, nostalgia e desejo
          • Reabilitação do amor
        • O romantismo leva a sério amor e sexualidade
          • Schopenhauer: metafísica do amor sexual
          • Masculino e feminino ligados à polaridade cósmica
          • Schubert: celebração do desejo
          • A atração dos complementares, motor da vida
        • O andrógino: o casal é a unidade humana
          • Platão e o Gênesis
          • Os comentários do Zohar
          • Tradição da Cabala ao romantismo, por Reuchlin, Paracelso, Boehme
          • Primeiro e segundo Adão, Eva e Sophia
          • As duas quedas
          • Núpcias místicas e sexualidade humana
          • Baader cabalista
        • Macho e fêmea na criação cósmica
          • Eckartshausen: terra virginea
          • Görres: o hermafroditismo auge da vida orgânica
          • J. W. Ritter e a alquimia
          • A diferenciação sexual aplica-se ao Cosmos inteiro
          • Balzac: Seraphitus-Seraphita
        • O paradigma do andrógino em Jean Reynaud e no sansimonismo; o Deus pai e mãe
          • O feminismo romântico pressupõe uma ontologia sexuada
          • Guillaume Postel e o Messias fêmea
          • O arquétipo mítico do andrógino fonte de inteligibilidade
          • Sombra e luz na verdade como mistério
          • O ser não é transparente à consciência
      • Capítulo IV: Ganglionar e Cérebro-Espinhal
        • A consciência é uma componente do fenômeno humano total
          • Presença no mundo não é imagem do mundo
          • Percepção exterior e regulações internas
          • O sentido íntimo
          • Fechner: as plantas têm uma consciência, na ausência de sistema nervoso; apresentam uma unidade funcional
          • Graus de consciência
        • Consciência, vida e coordenação das funções
          • Recaídas vegetativas da consciência
          • Simpático, parassimpático, sistema ganglionar
          • Primado do ganglionar segundo Schubert
          • O sistema romântico, terreno neurobiológico oposto à predominância do sistema cérebro-espinhal no século XVIII
        • A cinestesia de Reil
          • Biran entre a introversão e a extroversão
          • Coalescência do sentido
          • A alienação baconiana, fuga para a frente no espaço exterior
          • A consciência romântica não se deixa reduzir à razão
          • Retorno do recalcado
          • Oposição polar dos dois sistemas nervosos
          • A mulher ganglionar
        • Oposição e compatibilidade antropológica dos sistemas na gênese das espécies e dos indivíduos
          • Ontogênese e filogênese
          • O domínio vegetativo engloba o inconsciente, o sono, os instintos
          • A predominância cérebro-espinhal não é a regra, mas a exceção
          • Rumo à antropologia contemporânea
        • Microcosmo e macrocosmo: luz e gravidade (Schelling) em relação com a polaridade dos sexos
          • Magnetismo animal e magnetismo cósmico
          • Sensibilidade telúrica
          • Lei do dia e paixão da noite
          • Voluntário e involuntário
          • A consciência intelectual é um coroamento
        • Os dois polos culturais: ordem emotiva e ordem discursiva; espaço vital e universo do discurso
          • A ordem ganglionar é a dimensão da encarnação
          • Carus: as funções orgânicas e a Psique
          • Ritmos orgânicos e pulsações cósmicas
          • Restaurar a sensibilidade cósmica
        • Burdach: o casal magnético andrógino
          • Hufeland: a simpatia como sentido de integração cósmica e comunitária, laço do Todo
          • A alienação intelectualista, consagração da Queda
          • Schubert: celebração da inteligibilidade noturna
          • A harmonia originária e sua disjunção
        • Os Ideólogos hostis à fascinação do obscuro: D. de Tracy
      • Capítulo V: A Medicina Romântica
        • Desconhecimento da medicina romântica germânica
          • Uma medicina da totalidade; o organismo em vez do sistema
          • O campo unitário da inteligibilidade segundo Michelet
          • O corpo e o espírito não dissociáveis
        • Filósofos e médicos; uma antropologia médica integrada ao Cosmos
          • Hahnemann e a homeopatia
          • A medicina é uma teoria e uma prática da encarnação
          • Ciência de síntese e síntese de ciências
        • A Faculdade de medicina na Universidade
          • França-Alemanha
          • A ciência do organismo, foco do saber global
          • Schelling contra Kant
          • Uma ciência geral da natureza orgânica
        • O organismo de Stahl e a irritabilidade de Haller
          • Estenia e astenia segundo John Brown
          • Novalis discípulo de Brown
          • Fisiologia matemática
          • A crítica de Brown
        • Schelling crítico de Brown, promotor de uma “medicina superior” a priori
          • Sensibilidade e irritabilidade
          • As influências em ação no organismo do mundo
          • Para uma reforma dos estudos médicos
          • Protótipo (Urbild) do organismo
        • A obra de Burdach: panspiritualismo do organismo universal e fisiologia do microcosmo
          • Ringseis contra o materialismo das Luzes
          • Medicina e revelação; o organismo como corpo místico
          • A ciência exata deve ceder passo à adivinhação
          • Terapêutica médica e cura da alma
          • O organismo não é um espaço galileano
          • Saúde edênica e degradação cósmica
          • Unidade ameaçada
        • Kieser: System des Tellurismus; polaridade do cerebral e do vegetativo
          • Medicina romântica da pessoa
          • Dignidade ontológica da doença como iniciação
          • Ausência de doença estritamente orgânica
          • Respeito pela forma humana
        • Medicina superior do futuro segundo Novalis
          • Médico-mago
          • Saúde e salvação, doença e pecado
          • Domínio do corpo: o homem deve ser seu próprio médico
          • Doença, escape ao controle
          • Taumaturgia: médico e doente não formam senão um
          • Morte como iniciação e cura
        • Positividade da morte como aliança com a natureza
          • Justinus Kerner
          • Inconsciente e magnetismo
          • Mesmer
          • Advento da psicoterapia
          • Papel da “imaginação” e da fé
          • Baader: o médico e o sacerdote
          • Cura e cuidado
          • Doença e pecado
          • A saúde é a transparência do corpo à alma
        • Ritter: a saúde perfeita seria a morte
          • A saúde como valor, risco ou regressão
          • O processo mórbido como organismo parasita
          • Luta com o anjo como prova de verdade, iniciação
          • Autoterapia
          • O doente faz sua doença e sua cura
          • O obstáculo pode ser um trampolim
        • Da patologia à “grande saúde”
          • Sublimação da doença
          • Claudel: os convidados à atenção
          • Nietzsche: pela doença rumo à razão
        • Antropologia e sociologia patológicas
          • Uma medicina das significações
          • A doença em primeira pessoa e em terceira
          • A doença como experiência metafísica
          • O contexto social e cultural da tísica ou da loucura
          • A época como gênero de vida e gênero de morte
        • Desafio patológico e adaptação vital
          • Modelos românticos da doença
          • Estilo romântico da doença, do amor ou do dinheiro
          • A significação não é a manteiga sobre a torrada
          • Ciência positiva e mitologia da doença
          • Há sempre curandeiros
          • A morte de Byron, ciência e mito
        • A medicina da pessoa sublinha o fato primordial da encarnação
          • O doente faz sua doença
          • Exemplo do magnetismo animal
          • Mesmer
          • O fluido magnético e a dualidade matéria-espírito
          • Influências cósmicas e parapsicologia
        • O romantismo abriu as portas do inconsciente
          • Carus: a realidade humana entre o supraconsciente e o infraconsciente
          • O reino do involuntário
          • Conflitos, psicossomática
          • Parasitismo, dissociações
          • A alienação mental não é um absurdo
          • Advento da psicopatologia
          • O doente mental como sujeito
        • Ausência de romantismo médico na França
          • O médico de aldeia segundo Balzac
          • Funerais de Broussais
          • O caso Koreff
          • Napoleão contra a medicina científica
          • Os oráculos da medicina moderna vistos por Balzac
          • Traços de romantismo médico nos sansimonianos e fourieristas
          • Ravaisson e a medicina
    • Terceira Parte: Homo Romanticus
      • Capítulo Primeiro: Verdade em Condição Humana
        • A Krisis de Husserl (1935) e a revolução não galileana
          • O Romantismo ou o fim das ilusões
          • Torre Eiffel, torre de Babel
          • Falência das Luzes, falência do progresso
          • O homem romântico e o lado ruim da história
          • O homem das Luzes conhece o sentido da marcha; ele deixa a história acontecer
        • O homem romântico, em ruptura de conformidade, pede o impossível
          • Uma antropologia reacional
          • Pessoa deslocada no mundo revolucionário ou na civilização industrial de massa
          • À procura de um novo contrato de estabelecimento
          • Contato perdido com a alma do mundo
          • Ausência de felicidade no atacado
        • Princípio da razão insuficiente
          • Não transparência da consciência
          • Salvar o sentido da vida pessoal
          • O romântico sabe que morre
          • A liberdade é centrar-se em si mesmo
          • O paraíso da “Dame Tartine” (conforto burguês) e os romantismos desviados
          • Gozo e metafísica
        • A condição humana ou a não integralidade da verdade
          • A verdade não faz círculo em torno do sujeito pensante
          • Excentricidade do sentido
          • Habitante dos confins do Ser
          • O sentido além das grades, consciência aberta
          • Uma verdade no feminino; destino e coração
          • A acusação de irracionalismo relativizada
          • Pensamento negativo não é niilismo
        • Nietzsche, Dostoiévski e a ausência de sentido
          • Esquecimento e restauração do Ser
          • O dançarino de corda sobre o Ungrund
          • Mas ausência de isolamento radical
          • Eu, Tu, Nós no seio de uma inteligibilidade organicista, fundamento de uma inteligibilidade existencial
          • Josué contra o Cibernantropo, uma terapêutica de choque
        • A verdade do homem não é a verdade de Deus
          • A força de gravitação espiritual crava no solo o vivente humano no seio da materna totalidade do mundo
          • A condição humana é o ponto de engendramento da verdade
          • Goethe: o homem é o mais importante dos aparelhos de medida; muitas coisas são verdadeiras que não se deixam contar
        • O princípio de analogia
          • Herder: toda verdade refere-se à analogia humana
          • Novalis: o mundo do homem é mantido pelo homem
          • Saint-Martin: explicar as coisas pelo homem
          • Todas as ciências são ciências do homem
          • Novo humanismo
      • Capítulo II: Imaginação — Magia
        • O romantismo, reconquista da liberdade
          • Redescoberta da imaginação criadora
          • Tradição da imaginação-magia: Paracelso, Boehme
          • Encarnação das potências plásticas da alma
          • Confins do sonho
          • Keats: santa verdade da imaginação
          • O sonho de Adão
          • As visões de Blake; o mundo da eternidade
          • Coleridge, neoplatonismo e Naturphilosophie
        • Bildungskraft e Einbildungskraft, Phantasie, Baader
          • Imaginatio, Procreatio, Generatio, Visio
          • Um monismo da encarnação no rastro da evolução criadora
          • Jean-Paul: a magia natural da imaginação suscita uma arte poética; a imaginação batedora de ouro
        • O universo imaginário de Gérard de Nerval; elogio da loucura; o que se inventa é verdadeiro
          • Prioridade do sonho segundo Hugo
          • Baudelaire: o governo da imaginação na dinâmica espiritual
          • Kosmetische Kraft (Jean-Paul)
          • Maurice de Guérin: a imaginação corresponde à potência motriz da vida pessoal em seu estabelecimento cósmico; sístole e diástole
          • O sentido da terra
        • Novalis contra os compartimentos da psicologia; a imaginação, sentido maravilhoso; a natureza petrificada por encanto
          • A física é a doutrina da imaginação; alquimia do sentido
          • André Breton: a imagem é o que tende a tornar-se real
          • Surrealismo e romantismo
        • O idealismo mágico, segundo Novalis, derivado do idealismo primeiro de Deus
          • Manipulação das significações, transmutações
          • Toda experiência é magia
          • Maravilhoso e fantástico
          • O Märchen, antropologia e cosmologia
          • Visão e profecia, presença no mundo
          • Nossa história santa é um Märchen
          • A fantástica
          • Sonhos noturnos e sonhos acordados no romantismo
        • Reconquista do sentido
          • Frédéric Schlegel: a nova religião deve ser magia; mas o criador humano permanece criador no seio de um espaço de presença
          • A existência humana em transição no rastro de uma filosofia da vida
        • Schelling: a filosofia da identidade, espírito e natureza
          • O Urphänomen da vida associa consciente e inconsciente
          • Frédéric Schlegel: o Curso de 1828
          • Filosofia da vida e filosofia divina, ciência da ciência
          • A árvore da vida contra a tentação fisicalista
          • Pressuposto comum do romantismo
        • A abordagem romântica da vida tem o privilégio da humildade
          • Um pensamento em condição humana
          • Dilthey: Kulturphilosoph e filósofo da vida
          • Elucidação da experiência vivida, Erlebnis, a ideia de Weltanschauung
          • A tradição da filosofia da vida, dos fenomenólogos a Bergson
        • O homem romântico não está morto
gusdorf/homem-romantico.txt · Last modified: by 127.0.0.1

Except where otherwise noted, content on this wiki is licensed under the following license: Public Domain
Public Domain Donate Powered by PHP Valid HTML5 Valid CSS Driven by DokuWiki