agrippa:astros-similitude-behar
Figuração dos astros por similitude
BÉHAR, Pierre. Les langues occultes de la Renaissance: essai sur la crise intellectuelle de l’Europe au XVIe siècle. Paris: Desjonquères, 1996.
- A figuração dos astros por similitude constitui o princípio operativo fundamental da magia celeste em Agrippa.
- A ação dos astros não se exerce diretamente sobre o mundo inferior.
- Ela requer mediações sensíveis que reproduzam suas qualidades.
- A similitude estabelece o vínculo eficaz entre o céu e a terra.
- A similitude funda-se numa ontologia analógica.
- O cosmos é estruturado por correspondências.
- O semelhante atrai o semelhante.
- A forma visível reflete uma forma invisível.
- Os astros imprimem suas virtudes nas coisas naturais.
- Plantas, pedras, metais e animais recebem influências específicas.
- Essas influências determinam suas propriedades ocultas.
- A natureza inteira torna-se um repositório de figuras astrais.
- A figuração não é representação simbólica, mas participação real.
- A coisa semelhante ao astro participa de sua virtude.
- A imagem não remete apenas ao planeta, mas o torna presente.
- A eficácia mágica depende dessa presença por analogia.
- A escolha dos objetos mágicos baseia-se na conformidade qualitativa.
- A cor, a forma, o peso, o odor e o som são critérios decisivos.
- Cada característica sensível corresponde a uma qualidade planetária.
- A acumulação de semelhanças intensifica a virtude astral.
- A figuração por similitude orienta a fabricação de talismãs.
- A imagem deve reproduzir a natureza do astro.
- A inscrição de caracteres e nomes reforça a correspondência.
- O talismã torna-se um ponto de condensação da influência celeste.
- O tempo astrológico completa a similitude formal.
- A operação deve ocorrer sob a regência adequada.
- A figura só é eficaz quando coincide com o momento astral correto.
- Forma e tempo atuam conjuntamente.
- A similitude estende-se à disposição do operador.
- A alma deve harmonizar-se com o astro invocado.
- Afetos, imaginação e intenção participam da figuração.
- O operador torna-se ele próprio imagem viva do planeta.
- A figuração por similitude dissolve a distinção entre natural e artificial.
- Arte e natureza operam segundo o mesmo princípio.
- A obra mágica continua o trabalho do cosmos.
- A fabricação humana insere-se na economia universal das formas.
- Esse princípio amplia o alcance da magia celeste.
- Tudo pode tornar-se suporte de uma virtude astral.
- O mundo sensível converte-se em linguagem do céu.
- A realidade aparece como inteiramente legível e operável por analogia.
- A figuração por similitude revela, ao mesmo tempo, a força e o risco do sistema.
- A eficácia depende de uma cadeia contínua de correspondências.
- Qualquer erro de similitude compromete a operação.
- A ausência de limites claros favorece a expansão ilimitada da prática mágica.
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