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A Estrutura Absoluta (Abellio)

ABELLIO, Raymond. La structure absolue. Paris: Gallimard, 1965 (RA1965)

  • Introdução
  • A esfera senário universal
    • Estrutura da percepção e gênese do “Eu”
      • Relações e proporções
        • As etapas da gênese do “Eu”: concepção, nascimento, batismo, comunhão, põem o batismo como percepção da primeira relação e a primeira comunhão como percepção da primeira proporção
        • As noções de relação e de proporção e o par amplitude-intensidade
      • A intensidade enquanto estreitamento ou preenchimento do tempo vivido
        • A visão empírica escava o espaço, a visão transcendental estreita e preenche o tempo
        • Acomodação e assimilação
        • Fenomenologia estática e fenomenologia genética
        • Processo-chave da intensificação: visão natural e visão transcendental
        • A primeira comunhão
        • A noção de proporção e a crise comunitária enquanto crise de identificação
      • A inversão da inversão e a esfera senário universal
        • Toda intuição é inversão intensificadora de inversão pelo intermédio de um de nossos sentidos. De uma relação final invertida por relação a uma relação inicial, ela faz invertendo esta inversão mesma uma nova relação inicial
        • Dois exemplos
        • A esfera senário universal
        • Percepções voluntárias e percepções involuntárias: estrutura da imaginação e da lembrança
    • Estrutura da intensificação
      • Passagem das percepções sensoriais às intuições eidéticas
        • A intuição eidética é igualmente de estrutura senária. Mas enquanto a intuição sensorial põe em jogo uma intensidade simples, a intuição eidética põe em jogo uma “intensidade de intensidade”
        • Estrutura das intuições eidéticas
      • A emergência do Eu transcendental e a noção de “constituição”
        • A intuição do Eu transcendental aparece como uma ek-stase suprema envelopando o último senário e se colocando também em seu centro. Por ela começa a atividade “constituinte” do Eu
        • As noções de objeto em-si e de sujeito puro
      • A transfiguração da coisa em “sobre-coisa”
        • O senário que é a estrutura de todos os níveis, quer dizer de todas as estases, é também a estrutura dos intervalos entre os níveis, quer dizer ek-stases. Mas a redução fenomenológica extrai coisas e reinclui nelas essências mais e mais “elementares”. Ela transfigura as coisas em “sobre-coisas”.
        • A noção de sobre-coisa
        • Regressão e paroxismo
      • Problemas de metodologia estruturalista
        • Na medida em que as ciências ditas humanas se tornam “estruturalistas”, a aplicação do método fenomenológico permite sistematizar a noção de estrutura e constituir geneticamente e dialeticamente estas ciências
        • Um exemplo de redução incompleta: a análise eidética e a estruturação das funções na empresa industrial
        • Problemas de método nas ciências humanas
    • Estrutura da ação e estrutura da arte
      • Ciência e conhecimento
        • A incorporação da ciência produz o conhecimento. Somente este último é transfigurador
      • O “fazer” e a “maneira de fazer”
        • O “fazer” se eleva sobre o “ver” como a intensidade sobre a amplitude. A “maneira de fazer” se eleva sobre o “fazer” como a intensidade sobre a intensidade
        • Visão, ação e arte
        • Meu corpo e meus utensílios
        • Autenticidade da visão, inautenticidade da ação, autenticidade da arte
        • Referência à tradição: significação da dualidade de Jesus Cristo
      • A sucessão integrante dos senários
        • Todo ato, que é de estrutura senária, emerge de uma antiga sequência de senários e funda uma nova. Também a unicidade de todo “momento presente” não pode ser evocada a não ser por uma sequência esférica de TRÊS senários correspondendo respectivamente à visão, à ação propriamente dita e à arte coroando a ação e constituindo uma outra visão, este triplo senário representando a estrutura a mais reduzida e mais geral de todo “quantum” de tempo
        • O triplo senário enquanto estrutura do momento presente
        • Nascimento, co-nascimento, re-nascimento
        • Dois textos chave
      • Nova referência à tradição
        • Pelo dogma do sábado, do jubileu ou sábado dos sábados e do sábado dos jubileus, a tradição hebraica se refere ao papel eminente do senário, do duodenário e do triplo senário
  • Fundamentos ontológicos
    • Estrutura do ser e do ente
      • Análise intencional e problema do ser
        • A análise intencional, que constitui o essencial do método fenomenológico e que permite superar o velho problema da dualidade do sujeito e do objeto, implica no entanto como mais “originário” o pensamento mesmo do objeto ou do mundo oferecidos à intencionalidade da consciência. Donde a necessidade de um “envelopamento” ontológico da fenomenologia.
        • Transcendência do Eu e radicalidade da experiência
        • A noção de constatável-por-todos não é absurda
        • O por entre parênteses o “Eu”
        • Do “Eu” ao “Nós” e ao “Si”
      • O “aberto” heideggeriano e a dialética do ser e do ente
        • A estrutura do ente humano aparece aberta sobre dois movimentos inversos e antagonistas: a apreensão e a compreensão do Ser total por um lado, a visão dos entes particulares por outro lado, o que inscreve esta estrutura na esfera do senário
        • Crucificação do ente humano no “Aberto”
      • Espera e posição do ser causa-de-si
        • O inefável, enquanto fenômeno de ser, revela a ele mesmo o ser causa-de-si
        • Do ser do fenômeno ao fenômeno de ser
        • O inefável enquanto fenômeno de ser
        • O poder de designação das essências é transfenomenal
        • Substantivização e substancialização
      • Estrutura e transfenomenalidade
        • Trata-se do mesmo, falar da transfenomenalidade da consciência ou considerar esta última como “pura” estrutura, sem outro “conteúdo” a não ser esta estrutura mesma
    • Estrutura dos comportamentos
      • Um exemplo de constituição do ser causa-de-si: a correlação do medo e da angústia
        • A angústia e o medo estão entre elas na relação de ser-em-si a ser causa-de-si e ilustram, na sua subida simultânea, a intensificação sem fim, no mundo e em todo existente, da opacidade e da transparência, da uniformidade e da especificidade, ou em outros termos, da entropia e da consciência
        • O medo enquanto intensificação que leva à resolução da angústia
        • A subida “simultânea” das angústias e dos medos
      • Do “reflexo” ao “poder”
        • O reflexo se associa à exterioridade de uma atitude repetitiva e não transcendida, o poder à interioridade de uma conduta não repetitiva e transcendida
        • Universalidade do estado de angústia enquanto motor imóvel do par redução-integração
      • A hierarquia “natural” dos comportamentos
        • O estudo empírico dos comportamentos animais ou humanos permite ver em operação o par redução-integração na multiplicidade mais e mais estendida e intensificada das relações de cada existente com o mundo, e de organizar estes comportamentos não mais em modo linear mas esférico, segundo o tipo universal da estrutura senário
        • Caráter universal da não mobilidade e passagem ao simbolismo
      • Melodia, ritmo, harmonia
        • As relações recíprocas da melodia, do ritmo e da harmonia permitem integrar todas as relações inerentes à hierarquia natural dos comportamentos. Esta organização ela também está estruturada pelo senário. Ela estabelece o problema da constituição esférica do tempo
    • Estrutura do tempo e da história
      • Teoria geral da oscilação de relaxação
        • Na sequência integrante dos senários, todo “momento presente” é animado por uma anti-simetria onde a acumulação potencializada e a relaxação atualizante se respondem em uma oscilação perpetuamente repetida. A oscilação é assim a melhor representação plana da estrutura do tempo
        • Divisibilidade do corpo
      • A dupla transcendência das ek-stases do tempo
        • A dupla transcendência é fundamentada pelas duas distâncias que constituem a tríade do tempo na sua decomposição em passado, presente e futuro
        • Virtualidade e potencialidade
        • As duas memórias
        • Da matriz do corpo
      • Recorrência indefinida da história
        • Não existem fatos puramente “objetivos”. Pelo jogo da segunda memória, a função de re-historialização perpétua da história retoma sem cessar a sucessão em modo de amplitude dos fatos e a intensifica no eterno presente da inteligência absoluta
        • O paralelismo da ontogênese e da filogênese
        • A noção de “ciclo” de história
        • A noção de “crise”
    • Constituição do Ocidente
      • O Ocidente enquanto lugar do nous transcendental
        • A todo momento da história, é o Ocidente do momento, enquanto civilização “avançada”, que é o lugar histórico da emergência do Nous transcendental nadificando a história
        • A dialética do par Leste-Oeste
        • A Europa enquanto polo de inversão entre os Estados Unidos e a Rússia
        • Ocidentalização do hemisfério Norte
      • Estruturas geopolíticas e estrutura de parentesco
        • A estruturação completa do hemisfério Norte, na sua diacronia e sincronia, pode ser descrita em termos de estruturas parentais e parece notadamente ilustrar o problema do avunculato
        • Estruturas abertas do Leste e do Oeste
        • Simbolismo do ternário China-Japão-Califórnia
      • Marxismo e sacerdotismo
        • Enquanto física da entropia social, o marxismo não pode se dar conta do sacerdócio invisível que é transcendente a toda entropia
        • Não existe sociedade “fechada”
        • Redução eidética do marxismo: a noção de proletariado
        • Ascese espiritual e ascese marxista
        • A “casta” dos padres
  • Fundamentos de teologia e de antropologia
    • O par Pai-Mãe e a processão do Filho
      • A deidade enquanto senário-septenário
        • O Indeterminado ou deidade, enquanto Ser absoluto, envelopa o senário-septenário primordial. Este é formado pela cruz equatorial do Pai e da Mãe, que, por sua rotação eterna, projeta o Filho sobre o eixo vertical bipolar de sua encarnação e de sua assunção igualmente eternas, que constituem juntas a elevação da cruz
        • A deidade una, enquanto resolução dos contraditórios
        • Dualidade assimétrica dos dois pares do ativo-passivo e do passivo-ativo em estado eterno de permutação circular
        • O jogo amplificante dos duplos e a projeção intensificante do Filho
      • A dualidade vertical da deidade e do Filho
        • O Filho procede da inversão intensificadora da deidade por ela mesma
        • Androginia do Filho eterno
      • As gravitações “ad intra” e “ad extra” e a paixão divina
        • As concepções precedentes permitem fundar uma teologia da positividade mas igualmente da negatividade
        • O Ocidente enquanto lugar de exploração da negatividade divina
      • Função do Filho
        • O Filho se define por uma função dupla: ele transforma em inversão de inversão vertical a dupla inversão horizontal do par Pai-Mãe; ele intensifica para ele a deidade
        • As noções de infinito e de transfinito no Filho
        • Matematização do par Pai-Mãe e do Filho
      • Numerologia dos Paroxismos
        • Tradução matemática dos componentes do ser
    • A impulsão crística e o par Lucifer-Satã
      • Emanação e formação
        • A manifestação da deidade se efetua pela “emanação”, segundo o modo de constituição do fogo indivisível, ou por “formação” segundo o modo de construção dos três outros elementos: água, terra e ar.
        • A processão dos Sefiroth
        • A verdadeira estrutura sefirótica não é triangulação mas organização esférica quadraturada
        • O casamento do Filho
      • O Cristo e a lei do movimento descendente
        • O antagonismo crescente embora perpetuamente equilibrado de Lúcifer e de Satã é correlativo da permanente impulsão crística
      • O conflito da ética e da estética e sua resolução religiosa
        • A dupla transcendência recíproca de Lúcifer e de Satã é geradora de DOIS sofrimentos complementares e irredutíveis, aqueles da verdade e da beleza, de onde procede o perpétuo conflito da visão e da arte ou da ética e da estética
        • Os dois sofrimentos
        • Correlação dos místicos e das morais
      • A pessoa divina como hipo-stase
        • É o resto da ingenuidade ligada a toda visão natural que, em lugar de nos apresentar o Filho como ek-stase, nos apresenta-o como hipo-stase
    • O Homem completo
      • O Filho e a Filha
        • Em modo de formação, quer dizer na irreversibilidade do tempo, a deidade toma na “partida” do Filho um caráter masculino e no seu “retorno” um caráter feminino. Estes dois modos são aqueles da visão para ele do Filho
        • Rigor e clemência
      • A “feminização” do Filho
        • A todo instante, para a visão absoluta, a masculinidade e a feminilidade do Filho estão equilibradas. Mas, no desenvolvimento de sua visão para ele, o Filho transforma uma masculinidade ativa e uma feminilidade passiva “originais” igualmente equilibradas, mas que lhe são dadas em amplitude, em uma masculinidade e uma feminilidade ao mesmo tempo ativas e passivas que se dá a ele mesmo em intensidade. Ele transforma assim seu ser em-si divino em ser causa-de-si crístico
        • Sexualização do Filho
        • Potencialidades e virtualidades no Filho
      • Dialética da duplicação
        • A passagem da unidade à dualidade exige a mediação de uma infinidade, mas de uma infinidade vista em modo de amplitude. Esta infinidade, vista em modo de intensidade, quer dizer reunificada, funda, a cada termo da série de duplas, um novo nível de ser.
        • O exemplo da mitose
        • Caráter transfinito do número 2
      • A “cronaxia” como quantum de tempo. Os limiares de com-possibilidade cronáxicos
        • A excitabilidade nervosa obedece a leis ditas de isocronismo que põem em jogo a relação da unidade e do número dois. Encontramos aqui o sentido profundo da oscilação de relaxação.
        • Imobilidade do isocronismo
        • Papel da repetição
      • Sexualidade, plexualidade, cerebralidade
        • Sexualidade, plexualidade e cerebralidade são correlacionadas em um senário perpetuamente aberto, a dualidade sexual (vista em modo de amplitude) se intensificando na unidade plexual (vista em modo de intensidade) pelo intermediário da infinidade cerebral
        • Correspondências bipolares entre o cérebro e o sexo
        • Da mulher “última” e de sua “frigidez”
        • Constituição do homem e prostituição da mulher
      • A constituição da homossexualidade
        • A “normalidade” não esgota a globalidade. Mas a homossexualidade não pode “equilibrar” a heterossexualidade a não ser saindo do campo do casal, onde ela não é estruturável nela mesma. Deve-se então considerá-la como uma atividade “extra-mundana” que concorre à intensificação disruptiva e à transmutação do mundo
        • O “casal” homossexual
        • Estetismo e homossexualidade
        • Homossexualidade e neotenia
    • A transfiguração do corpo
      • Genética da esfera dos sentidos
        • Na superfície do corpo, os órgãos dos sentidos organizam a esfera intermediária que faz comunicar o Eu enquanto centro e a esfera do mundo enquanto envelopador geral. Nosso corpo possui perifericamente seis sentidos dialeticamente ligados em uma evolução-involução geral. O sexo total é ao mesmo tempo primeiro e último sentido e todos os outros procedem dele para, ao final, se fundir nele e o fundar.
        • Homogeneidade e heterogeneidade absolutas
        • Genética da anisotropia
        • Classificação natural dos sentidos
        • Processão filogenética dos sentidos
        • Retorno à ontogênese
        • O sexo considerado como sentido integrado-integrante
      • Genética do intelecto
        • O intelecto se mantém ao mesmo tempo no centro e no topo do ser
        • A ubiquidade do intelecto
        • Possessão e comunhão
      • As cascas do corpo
        • Na esfera dos sentidos e por eles, o corpo se constitui em seis cascas “sucessivas” correspondendo a dois ternários, o corpo físico, o corpo psíquico e o corpo intelectual, em seguida, o corpo demiúrgico, o corpo ético e o corpo crístico, a seguir, os corpos do segundo ternário não estando em um só refluxo respiratório da esfera que a intensificação global daqueles do primeiro, que se sucedem, eles, para-nós, em modo de amplitude.
        • Organização senária das cascas “sucessivas”
        • O ternário dos corpos “superiores”
      • Primeira morte e segunda morte
        • A noção de primeira morte está ligada a uma visão ingênua: aquela da destruição do corpo físico. A noção de segunda morte está ligada a uma visão transcendental: aquela da intensificação “última” do corpo intelectual
        • A primeira morte
        • A segunda morte
      • A tripartição do organismo humano e a ilusão do envelhecimento e da morte
        • É preciso cessar de fazer da morte um fato individual enquanto estase e inseri-la no conjunto dos processos cósmicos, enquanto ek-stase
        • Pensamento, sentimento, vontade
        • Genética dos três estados
        • O homem entre a terra e o sol
        • “Sobrevivência” da consciência
  • Anexos
    • Um exemplo de constituição: a Dinâmica das Funções sociais
      • Administração das coisas
      • Governo dos homens
    • Teogênese e Numerologia
abellio/a-estrutura-absoluta-abellio.txt · Last modified: by mccastro

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