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Barthes

Roland Barthes (1915-1980)

Stuart Sim

Francês. Nascido em 1915, em Cherbourg, França. Falecido em 1980, em Paris. Categoria: estruturalista; teórico cultural; teórico literário; semiólogo. Formação: Universidade de Paris. Influências: Saussure, Camus, Sartre e Marx. Cargos: Professor de Semiótica Literária no Collège de France.

Barthes é uma figura central na história do estruturalismo e exerceu profunda influência na estética moderna, particularmente por meio de seus trabalhos sobre narratologia. Suas primeiras influências intelectuais foram Sartre e Marx, embora mais tarde tenha sido cativado pela linguística estrutural moderna, disciplina que constituiu a base de sua obra madura. Tendo alcançado proeminência nacional inicialmente em meados da década de 1960, Barthes rapidamente se tornou uma figura de renome internacional por suas análises semiológicas de uma variedade de fenômenos culturais. As principais realizações teóricas de Barthes encontram-se em sua obra de desenvolvimento de uma gramática da narrativa, como em seu ensaio “Introdução à análise estrutural das narrativas” (em Imagem-Música-Texto, 1977) e no Estudo S/Z (1970). Baseando-se livremente na teoria linguística, o primeiro texto estabelece critérios pelos quais qualquer narrativa pode ser analisada até suas partes constituintes (“funções”); o segundo expõe uma teoria da codificação narrativa que reduz a novela Sarrasine, de Balzac, a uma série de interações entre cinco códigos principais: proairetico, hermenêutico, semico, simbólico e referencial. S/Z também contém a teoria de Barthes sobre o texto “leitor” e o texto “escritor”. O texto leitor impõe o significado do autor ao leitor, enquanto o texto escritor é mais aberto e incentiva o leitor a participar da construção do significado textual. Na mesma linha, Barthes propôs a noção da “morte do autor” (“A morte do autor”, em Imagem-Música-Texto), que defendia que o leitor, e não o autor, deveria ser considerado a figura crucial no processo literário. A obra de Barthes foi geralmente bem recebida na França e nos Estados Unidos nas décadas de 1960 e 1970, embora tenha tido um sucesso mais limitado nos círculos acadêmicos britânicos. Desde o surgimento do pós-estruturalismo, a reputação de Barthes sofreu um certo desgaste. Apesar de demonstrar tendências pós-estruturalistas em seus escritos posteriores, insistindo, por exemplo, na pluralidade infinita de significados nos textos, Barthes permanece comprometido com uma forma altamente estruturada e sistemática de análise textual que é um anátema para os teóricos pós-estruturalistas mais radicais, como Jacques Derrida.

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