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FUNDAMENTOS DO SABER ROMÂNTICO

Estrutura de tópicos de acordo com o autor

  • PREFÁCIO
  • INTRODUÇÃO: EM BUSCA DO ROMANTISMO
    • Frédéric Schlegel: 2.000 páginas para definir o Romantismo
      • 1797 ou 1798, ano inaugural do Romantismo
      • Prioridade da Alemanha
      • Incoerência e inconsistência de um conceito indispensável
      • As palavras-chave da periodização histórica são na maioria indefiníveis e arbitrárias, mas indispensáveis
    • A Europa romântica, teia de aranha ou nebulosa
      • Não existe romantismo de pleno exercício, mas romantismos históricos remetendo a um Romantismo imaginário
      • Descentralização da noção
      • A busca do sentido como vigilância espiritual
      • O Romantismo como inspiração, irredutível às suas inscrições históricas
      • A beleza de morrer na flor da idade
      • Não decifrar a história começando pelo fim, mas respeitar o mistério do devir que se faz à medida
    • O Romantismo, fermento cultural
      • Do Sturm und Drang ao Athenäum, os historiadores criaram uma filiação, mas sua intervenção não deixa o campo livre
      • O conceito de Romantismo aplicado à cultura inglesa e francesa
      • Não existe romantismo cem por cento
    • A história da palavra “romântico” não se confunde com a história do romantismo
      • As insuficiências das pesquisas históricas sobre o vocabulário
      • Fortuna europeia da palavra “romântico” a partir de Shaftesbury
      • Súbita fosforescência de “romantisch” no grupo do Athenäum
      • Invenção das etimologias; a reabilitação da Idade Média
      • Herder e Goethe contra Voltaire e Condorcet
      • Der Romantiker e die Romantik (Novalis, Jean Paul), das Romantische (Steffens), como sentido do infinito
      • F. Schlegel: “Um romance é um livro romântico”
    • Gênese explosiva do sentido
      • O romantismo como método poético de retomada do real
      • Romantisieren (Novalis); uma epistemologia poética
      • Contra o romantismo pueril e honesto da pedagogia escolar
      • Os grandes românticos e os pequenos, os literatos e os outros
      • Contagem arbitrária do romantismo francês
      • O romantismo de Michelet
      • Por uma abordagem verdadeiramente interdisciplinar, não realizável nas universidades francesas
      • A questão do romantismo, questão mal colocada, por falta de uma visão suficientemente ampla
      • O caso do romantismo polonês
    • O Romantismo pretende mudar a cultura e a vida: “Bíblia”, “Enciclopédia”, sentido dos valores
      • Da Alemanha não é um livro de literatura
      • Esfarelamento dos romantismos
      • Inconsistência do conceito de romantismo em obras universitárias francesas; os usos na Alemanha e no mundo anglo-saxão
      • Nunca houve unanimidade romântica
      • O século XIX, século burguês, não romântico
      • O romantismo trava um combate retardatário, em contracorrente da história
      • Os castelos de Luís II da Baviera
    • O diálogo de Herder e Condorcet
      • A catedral de Estrasburgo ou o Partenon
      • A nova tradição europeia; as “epopeias românticas”, inversão das alianças culturais
      • A história da literatura alemã de Bouterwek; o romantismo medieval e o neo-romantismo moderno
      • Regressão arcaizante e poesia progressiva
      • Revolução nacional cultural
      • Uma nova dimensão da consciência
    • A essência do romantismo como renovação da verdade
      • Uma busca das raízes do saber em todos os domínios
      • Descoberta de uma constante de cultura, de uma categoria trans-histórica
      • Ponto focal
  • SITUAÇÃO HISTÓRICA DO ROMANTISMO: ROMANTISMO E REVOLUÇÃO
    • Do romantismo eterno ao romantismo histórico
      • A armadura ontológica do Antigo Regime cede lugar ao reformismo das luzes
      • A Revolução Francesa dá o poder à razão
      • O romantismo é próprio da Europa pós-revolucionária; uma ordem frágil, sobre as ruínas da esperança revolucionária; revoluções dentro da Revolução; a razão triunfante gera o Terror
      • Da república universal ao Império Francês
    • Uma nova Europa
      • As pessoas deslocadas; o exílio e a consciência romântica
      • A Revolução torna-se uma categoria da história
      • Do desencantamento a uma nova esperança
      • Os revolucionários suscitam os reacionários
      • Limiar da modernidade, o deslocamento do centro de gravidade cultural de fora para dentro
      • Um mundo frágil apela a um homem novo
      • A Revolução vitoriosa não teria sido romântica
      • A lenda napoleônica
    • PRIMEIRA PARTE: O ESPAÇO-TEMPO ROMÂNTICO
      • CAPÍTULO PRIMEIRO: DOMÍNIO GERMÂNICO
        • O período romântico confere à Alemanha a primazia cultural
          • Da pátria cultural à pátria política
          • O Sacro Império, que agrupa frouxamente as Alemanhas, não é um império alemão
          • Germania, Alemania, Teutschland
          • O Sturm und Drang contra a Aufklärung
          • O impacto limitado da Revolução Francesa em seus primórdios
          • O papel de Napoleão
        • A consciência romântica não está mais à escala da Kleinstaaterei germânica
          • Sentido novo de uma vocação espiritual da Alemanha, após o fracasso da Revolução, reforçado pelo colapso prussiano de 1806
          • Napoleão suscita a Alemanha moderna e nacionalista
          • Romantismo e união sagrada
        • Romantismo e classicismo: o Athenäum e os Propyläen
          • Fontes comuns: Winckelmann
          • Goethe na Itália, do Sturm und Drang ao classicismo
          • A invenção da filologia; Altertumswissenschaft
          • Fim do mito das belas-letras
          • O classicismo integra e domina o Sturm und Drang; o romantismo, unidade superior do classicismo e do Sturm und Drang, funda a especificidade da cultura alemã
          • Complexidade intrínseca desse romantismo
          • Importância decisiva da filosofia e da inspiração religiosa; abertura à transcendência, iluminismo
          • Escatologia da consciência
        • A Hansa do Athenäum (1798-1800), solstício romântico de Iena
          • O grupo de Heidelberg e a irradiação cultural do romantismo
          • A denominação “romântico” foi imposta pelos adversários, remanescentes da Aufklärung
          • Mutação cultural e mutação política; o romantismo associado à afirmação da consciência nacional
          • Endurecimento do romantismo envelhecido, que vira à direita
          • Frederico Guilherme IV, romântico coroado; Luís II da Baviera
        • O romantismo, fermento cultural extraliterário, nas artes e nas ciências humanas
          • A historiografia do romantismo alemão, desde Heine e Dilthey, e a constituição de uma escola romântica
          • Gerações ou tipos ideais
          • Frühromantik, Hochromantik, Spätromantik
          • Recorrências românticas na cultura germânica posterior
      • CAPÍTULO II: DOMÍNIO BRITÂNICO
        • A Inglaterra e a Revolução Francesa
          • Limites do romantismo inglês: 1798-1824 ou 1789-1832
          • Arbitrariedade desses recortes
          • O problema do “pré-romantismo” inglês
          • Modesto relevo social do romantismo britânico; poetas antissociais
        • Fontes inglesas do romantismo europeu: Shakespeare, Milton
          • A escola romântica inglesa inventada depois pelos historiadores
          • Byron anti-romântico
          • O spirit of the age e suas contradições
          • As romancistas burguesas: Jane Austen
          • O Morro dos Ventos Uivantes, obra-prima romântica na era vitoriana
          • Pouca centralização cultural na Inglaterra, pouco suporte logístico
          • Os poetas laureados
          • Sem batalha romântica, porque não houve classicismo
          • A Augustan age diferente da cultura de Versalhes
          • Sem dogmatismo cultural
          • Shaftesbury, pai fundador do romantismo britânico
          • Fraca base teórica, filosófica, teológica
          • O caso da Biographia Literaria
        • Um romantismo em ordem dispersa
          • O precedente elisabetano torna desnecessário um Sturm und Drang britânico
          • A alquimia lírica do romantismo inglês
          • Natureza e sobrenatureza nas Lyrical Ballads; uma poética pouco política e pouco científica
          • O romantismo para além do romantismo: os Pré-Rafaelitas, reação estética e moral ao triunfo da civilização industrial
          • John Ruskin, profeta da era pós-industrial, ou melhor, pré-industrial
          • A pintura inglesa: Constable, Turner, os pintores pré-rafaelitas
          • Pré-Rafaelitas e Nazarenos
          • William Morris: artes decorativas e socialismo espiritualista
        • Carlyle, uma sabedoria da energia fundada em transcendência religiosa
          • O movimento de Oxford; Newman e o romantismo
      • CAPÍTULO III: ROMANTISMO FRANCÊS
        • Enquanto a Alemanha faz um romantismo de mobilização, o romantismo francês é um romantismo de desmobilização
          • O estilo cultural da Revolução e do Império é neoclássico, anti-romântico
          • A nacionalização das letras e das artes
          • Racionalismo progressista e nacionalismo
          • Daunou contra o “platonismo germânico”
          • Juventude de uniforme
          • A intelligentsia no exílio: Chateaubriand, Mme de Staël; papel de August Wilhelm Schlegel
          • Da Alemanha, iniciação ao domínio germânico
          • O Curso de Literatura Dramática de Schlegel
        • A ruptura de 1815
          • Os filhos do século entregues a si mesmos; retorno ofensivo da subjetividade recalcada
          • Um romantismo do fracasso; a velha geração se sacrificou em vão
          • O primeiro romantismo, antirrevolucionário e monarquista
          • Formação da lenda napoleônica com a Revolução a partir de 1830; formação da historiografia revolucionária
        • Românticos e clássicos; um debate especificamente francês no espaço mental do colégio jesuíta, rebatizado de liceu
          • Jovens e brilhantes retóricos
          • Daí “um romantismo anêmico e trucado”
          • Uma escolástica literária
          • Verdadeiro e falso romantismo, antes ou depois da queda dos Burgraves
          • Sainte-Beuve e a escola de Bernardin de Saint-Pierre; áticos e asiáticos
          • O papel de Chateaubriand
        • A fase ascendente do romantismo
          • O romantismo, da potência ao ato
          • As visões de Nodier
          • Sucesso da nova escola e passagem do romantismo da direita para a esquerda
          • Liberalismo, protestantismo em literatura
          • A geração de 1830, mas o rei cidadão não é um rei romântico
          • Os românticos chegados não são mais aqueles que partiram
          • Um novo romantismo da presença ao real
          • A hora de Joseph Prudhomme e de Biedermeier
        • Os Jeune France; os “pequenos românticos”, românticos da revolta e do desafio, são talvez os maiores
          • Gérard de Nerval, o homem das iniciações românticas, ou o romantismo essencial
          • Romantismo não morto em 1848
          • Posteridades românticas
          • As ideologias românticas: Lamennais
          • O otimismo tecnológico, socialista, espiritualista: Buchez, Leroux, Quinet, Michelet
          • O triunfalismo social de 1848 e seu fracasso
      • SEGUNDA PARTE
        • CAPÍTULO I: PARA UMA EPISTEMOLOGIA DO ROMANTISMO
          • A análise dos romantismos nacionais não fornece uma definição unitária do Romantismo
            • Romantismo ou romantismos
            • O historiador compreende melhor a história que os contemporâneos, mas a compreende de outra forma
            • O romantismo não é axiomatizável
            • Das variedades da experiência romântica ao projeto romântico como foco imaginário
          • A descontinuidade entre as gerações
            • A busca do sentido no labirinto
            • Não há sistema romântico porque o romantismo não foi um sistema
            • Um romantismo do mais ou do menos: os filósofos
            • Não existe romântico cem por cento
            • Interpretações redutoras: marxismos, freudismos; biologia lamarckiana ou darwiniana da cultura
            • A sucessão dos modos culturais não obedece a uma lei de progresso
            • Restituir uma idade mental
        • CAPÍTULO II: CREPÚSCULO DAS LUZES
          • Hamann e Herder contra a Aufklärung berlinense
            • A renúncia do entendimento
            • Goethe, juiz das luzes francesas por volta de 1770: Voltaire, Helvétius, a Enciclopédia
            • Sturm und Drang
            • A reabilitação da imaginação produtora está em germe em Kant; as limitações do criticismo convidam à aventura especulativa
            • A reação dos Ideólogos de Paris
          • Novalis: a restauração da fé
            • Contra a desolação técnica
            • A Revolução Francesa e o desencantamento das luzes
            • Joseph de Maistre, Sabatier de Castres, Lamennais
            • O mal das luzes e o retorno ao concreto
            • Baader: Naturphilosophie contra a filosofia matemática
            • Renan: erro de substituir a reflexão pela espontaneidade
        • CAPÍTULO III: CIENTISMO, ROMANTISMO. CONFLITO DAS INTELIGIBILIDADES
          • Locke sacrifica a metafísica à epistemologia
            • O sonho de d'Alembert e o segundo processo de Galileu
            • O romantismo é também um modelo epistemológico oponível ao modelo positivista
            • O terrorismo fisicalista e sua tradição
            • Galileu e Pascal
            • Do pluralismo epistemológico ao monoteísmo cientificista
            • A verdade não faz mais causa comum com a realidade; da antropologia à entropologia
          • O romance, organon da verdade romântica
            • Poética e ontologia
            • Novo romance e morte do homem
            • O retorno da poética recalcada em Bachelard
            • O conhecimento do homem irredutível ao conhecimento das coisas
            • Eterno retorno do intelectualismo socrático e das intuições pré-socráticas
            • A revolução galileica neutraliza o eu, o mundo e Deus
            • As Memórias do Subsolo e a descoberta da condição humana
          • Shaftesbury contra Locke
            • Consciência condiliana ou presença ao mundo
            • A lógica romântica sobreposta à lógica aristotélica
            • Círculo vicioso das axiomáticas e escape livre
            • Novalis: destruir o princípio de contradição
            • Visão, iluminação; o batismo de fogo
            • Uma inteligibilidade explosiva
            • Valéry e Swedenborg
            • Saber como iniciação, reintegração, reconhecimento
            • Uma mítica gnóstica do saber
            • Em busca da ciência perdida
        • CAPÍTULO IV: O PROCESSO DE NEWTON
          • O processo movido a Newton pelos românticos marca o fim da era das luzes, inaugurada pelo processo de Galileu
            • Ao atacar Newton, Goethe se alinha ao romantismo, que não é uma moda literária, mas uma visão de mundo
            • Vinte anos de pesquisa preparam a Farbenlehre de 1810
          • Os precedentes: a teoria da luz na Óptica de Kepler (1604); O Mundo de Mr. Descartes ou o Tratado da Luz (1664), a Dióptrica de Descartes (1637); a desmistificação e descoloração mecanicista do real
            • A Óptica de Newton (1704); o espaço mental de Newton não é um espaço vital
          • Goethe ataca resolutamente a Bastilha newtoniana, tornado um obstáculo epistemológico maior
            • A Farbenlehre se propõe a explorar o mundo do olho
            • A óptica geométrica procede da alienação intelectualista
            • Objeção de consciência às reduções matemáticas
            • A verdade do sensível é uma verdade humana
            • A via fenomenológica permite o retorno ao real
            • A intuição do visível decifra a língua da natureza
            • A cor viva e vivida, presença ao mundo
            • Da física matemática da cor à antropologia da cor
            • O sensível, comunhão com a natureza viva
          • Schopenhauer, aliado desajeitado de Goethe no combate contra Newton
          • O imortal jantar de 1817 e o brinde antinewtoniano de Keats
            • O maravilhoso newtoniano destrói o arco-íris
            • Keats, Blake contra o autor dos Principia e da Óptica
            • O refluxo do triunfalismo científico: Shelley
            • A defesa da poesia como uma defesa do humano
            • Wordsworth: a poesia contra a ciência e a técnica
            • Dickens: Tempos Difíceis; Mr. Gradgrind, o massacre dos inocentes ou o fim das ilusões
            • Carlyle contra o século de ferro da civilização industrial
          • A superstição dos fatos
            • Requisitório de Michelet contra a Escola Normal
            • O jovem Sieyès e a especificidade das ciências do homem
            • Mme de Staël e as universidades alemãs
            • O diálogo de Saint-Martin e Garât na Escola Normal de 1795
            • Senso moral, coração, contra sensacionismo
            • A natureza ou o mundo dos signos, um empirismo do espiritual
            • Os descaminhos da ciência segundo Carlyle e Saint-Martin
          • Miséria do positivismo: Stuart Mill, Darwin
            • Alienação da objetividade
            • A epistemologia segundo Newman; o real e o nocional, o assentimento
            • Michelet: instinto e reflexão
        • CAPÍTULO V: ROMANTISMO, CLASSICISMO
          • O classicismo, variável subalterna das luzes
            • O paradigma de Versalhes, modelo cultural
            • Frederico II não quis fazer justiça a Kant e Goethe
            • O romantismo alemão, requisitório contra Versalhes e Sanssouci
            • August Wilhelm Schlegel: o Curso de Literatura Dramática (1808); o conselheiro cultural de Mme de Staël
            • A cultura de Versalhes é uma cultura de classe
            • Crítica da universalidade da língua francesa; deficiência poética do domínio francês
            • Shakespeare contra Racine; crítica da tragédia francesa que desnatura a vida
          • A tradição clássica desde os filólogos de Alexandria
            • A arte poética e os regentes de colégio
            • O ideal pedagógico das Belas-Letras desde a Renascença e o risco de um bloqueio cultural
            • Para a escola de 1660, os clássicos são os Antigos; mas os Modernos de 1660 são logo canonizados como clássicos, com a ativa colaboração de Voltaire
            • O duplo jogo do retorno ao antigo neoclássico
          • Renovação da cultura antiga na Alemanha; o classicismo alemão
            • Os românticos alemães são humanistas; Propyläen e Athenäum
            • O romantismo recusa a retórica do colégio e as restrições estéticas
            • O anti-romantismo de Bouterwek
            • Antigos e Modernos, clássicos e românticos segundo A. W. Schlegel
            • A modernidade contra o Antigo Regime cultural
          • A posição de Mme de Staël em 1800 e 1810
            • Classicismo dissociado de Romantismo como estilo de vida e modelo cultural
            • Schlegel, o romantismo, era cristã das belas-artes no Ocidente
            • Disjunção da antiguidade e da modernidade
            • Poesia ingênua e poesia sentimental segundo Schiller; o diálogo de Schiller e Goethe
            • Extroversão e introversão e seu equilíbrio
          • A contribuição cristã à antropologia
            • Explosão da forma fechada clássica, mistura dos gêneros e abolição dos ranques
            • Progressividade sem limite
            • Abertura do horizonte
            • A poesia segundo o fragmento 116 do Athenäum e o novo espaço da poética
            • “Classicismo ilimitado” e nova fronteira
            • Ato de nascimento da poesia romântica
            • Uma era de liberdade
          • O idealismo mágico de Novalis, substituído à doutrina clássica da imitação
            • Märchen, fantástico
            • Orfismo romântico
            • Sacralização da poesia e restauração ontológica
        • CAPÍTULO VI: O PARADIGMA CLÁSSICO
          • O classicismo definido depois pelos partidários de uma poética defunta
            • Etimologias
            • Sainte-Beuve por um classicismo da excelência generalizada e relativizada
            • As artes poéticas dos séculos XVI-XVII e o classicismo do XIX
            • Coleridge: Antigos e Modernos (1808)
            • Os dois paradigmas: o Panteão e a abadia de Westminster
          • O paradigma clássico fortemente marcado pela cultura francesa
            • Academicismo, conservadorismo, reação; posição defensiva numa guerra civil cultural
            • O modelo ideal das Belas-Letras é um mito pedagógico
            • Humanidades clássicas e século de ouro francês
            • A escola de Versalhes não tem a superstição do passado
            • Sociologia da ordem e tradição humanista
          • O retorno ao antigo implica uma ruptura
            • Filologia contra Belas-Letras
            • A doutrina clássica e o compromisso de 1820, preparado por Marmontel, Laharpe
            • Villemain; o classicismo em posição defensiva
            • A ascensão dos perigos culturais e o princípio de autoridade em literatura
            • Implicação mútua dos valores estéticos, políticos, religiosos
            • O argumento do consentimento universal
            • O dogmatismo de Nisard e a relativização do gosto
          • Arbitrariedade do modelo das “sãs doutrinas”
            • O mito cartesiano, na doutrina clássica
            • Os postulados do classicismo: natureza, razão, bom senso, clareza, universalidade
            • Crítica de Mornet
            • A poética clássica é uma axiomática intelectualista
            • As resistências ao espírito geométrico
            • Nodier: os Contos de Perrault e o fantástico
          • Espaço mental do paradigma versalhês; absolutismo galicano
            • Revelação natural da Beleza
            • A. W. Schlegel: estatuário e pictorial
            • Woelfflin e o Barroco
            • Barroco e Romantismo, modos de escape à razão clássica
            • A inspiração contra a ordem
            • O Romantismo é um Barroco em profundidade, segundo a ordem dos valores
            • Uma mutação totalitária
            • Aliança do classicismo e das luzes no século XVIII
            • O academicismo como Antigo Regime cultural
          • Paradigma clássico e paradigma romântico
        • CAPÍTULO VII: NOVAS FRONTEIRAS DA CULTURA
          • Mutação da cultura europeia
            • A cultura europeia não é a justaposição de culturas nacionais
            • Imperium romanum, Romania; Renascença, gargalo
            • Reforma, Luzes, Revolução
            • O romantismo funda a tradição da Europa das nacionalidades, em ruptura com o cosmopolitismo
          • Mito da fronteira e conhecimento dos confins
            • Da literatura às literaturas
            • O papel de Mme de Staël
            • Universalismo racional das luzes e nacionalismo francês
            • A mistura da Revolução suscita um mercado comum cultural
            • O papel dos emigrados
            • Da Alemanha, bíblia do romantismo
            • A Alemanha desconhecida na França
          • A descoberta das Terras Novas e a deslocação do campo unitário da cultura
            • A Alemanha, nação piloto na internacional romântica
            • Unidade na heterogeneidade
            • Relatividade e desmultiplicação das culturas e dos gostos
            • Reabilitação do gótico
            • Herder e a polivalência cultural, contra o imperialismo clássico
            • Primitivismo e antiguidades nacionais
            • Cultura popular
          • O espaço cultural não se reduz ao domínio mediterrâneo
            • Descoberta da pluralidade dos mundos culturais; a Índia, o Oriente
            • Frédéric Schlegel e o indianismo
            • O renascimento oriental, dimensão nova do saber e do olhar
            • Herder: por uma história universal da cultura mundial
          • Herder contra Condorcet
            • Goethe: Weltliteratur
            • Uma nova cultura: das Belas-Letras às humanidades modernas
            • Bouterwek
            • O rearranjo do espaço cultural suscita resistências
            • A nova aliança dos povos: Quinet, Michelet
            • O ensino das literaturas estrangeiras: Nodier, Sismondi, Villemain
            • As traduções românticas
            • Advento do comparatismo em literatura
            • Literatura comparada ou literatura geral
        • CAPÍTULO VIII: SABER
          • A Ciência é uma entidade mitológica
            • O gnosticismo de Newton
            • Newton não era newtoniano
            • A historiografia das ciências contra a história
            • O retorno da tradição astrobiológica recalcada pela revolução mecanicista
            • O primeiro modelo unitário de inteligibilidade rigorosa, da Antiguidade ao século XVI
            • Piedade cósmica de Ptolomeu
            • Harmonia da alma e do mundo
            • Aderências ontológicas da ciência e da filosofia antigas
          • Princípios fundamentais da astrobiologia
            • As incompreensões de Festugière
            • Defesa e ilustração das ciências ocultas contra a ideologia das luzes; dia noturno, noite diurna
            • A iluminação contra as luzes
            • A cosmobiologia, segunda voz da cultura
            • O conhecimento não mudou de leito em 1630
            • A astronomia galileica não substitui a astrobiologia
            • As persistências da inteligibilidade cosmomórfica, em química, em medicina
            • Paracelso, van Helmont, os Rosa-Cruz, Stahl
          • O saber romântico na tradição do vitalismo cosmomórfico
            • Inversão das evidências e primado das indicações do dentro
            • Retorno em força do iluminismo, do ocultismo no século XVIII
            • Primado da fé sobre a ciência
            • O saber romântico faz parte da história das ciências
          • O físico romântico J. W. Ritter
            • A epistemologia romântica de Bernardin de Saint-Pierre
            • Amor e conhecimento
            • Processo do cegamento da ciência galileica, que desnatura a natureza
            • Antimecanicismo
            • As harmonias da natureza; paradigma antropocósmico
          • Mme de Staël e a Naturphilosophie alemã; organicismo, espírito maravilhoso e espírito geométrico
            • O universo se assemelha mais a um poema do que a uma máquina
          • Desconhecimento do saber romântico pelos historiadores franceses
            • Novalis: o instinto estético deve orientar o espírito científico
            • Nietzsche contra a tartufice do espírito científico e a platitude positivista
            • Reabilitação do caótico, do incalculável
          • A Naturphilosophie segundo Henrich Steffens
            • Urtypus do Totalorganismus
            • Schelling: inteligibilidade unitária da natureza
            • “Física em grande” e cosmobiologia
            • Novalis: Enciclopedística
            • Integração dos conhecimentos experimentais: magnetismo, eletricidade, química, calórico, geologia
          • O organicismo romântico, de modo algum negligenciável, influenciou profundamente o desenvolvimento das ciências em muitos domínios
            • Carl Schmitt: o romantismo como ocasionalismo subjetivo
            • Ritter: a natureza se harmoniza com o homem
            • Sentido da vida segundo Carus
            • Situação do sujeito do conhecimento romântico
        • CAPÍTULO IX: CO-NASCIMENTO
          • Solidão ontológica de Descartes em seu fogão
            • Despossessão do sujeito no cosmopolitismo intelectualista
            • A consciência romântica vem a um mundo já aí
            • A tomada de consciência romântica é uma retomada
            • Sonos e despertares
            • O saber romântico não pode fechar-se sobre si mesmo
            • O sonho de Novalis oposto ao de d'Alembert: Enciclopédia e Bíblia, Grande Obra
          • A Antropo-cosmo-teologia romântica oposta ao dualismo cartesiano e ao positivismo, que neutralizam o campo epistemológico
            • Não há saber sem posição
            • A consciência não é um centro autônomo: Co-nascimento
            • A evidência cartesiana como recalcamento
            • Inconsciente, obscurum per obscurius
            • Fusão quase conjugal da subjetividade e da objetividade
            • Novalis: philo-Sophia
            • Sophia indicadora do caminho para o centro
          • O projeto romântico como voto do absoluto, e seu fracasso inevitável
            • O romantismo é um pietismo espiritual
            • Erleben, Erkennen, conversão
            • Primazia do espaço interior
            • Lamennais: o descaminho dos físicos
            • Michelet: o gênio, faculdade divinatória; os dois sexos do espírito
            • Baader: conhecimento e sexualidade
            • O tema epistemológico do andrógino
          • Novalis: o conhecimento é encontro criador, adivinhação, vidência
            • Recriar em si a natureza em estado nascente
            • Michelet e a ressurreição do passado, abordagem divinatória
            • Evidência e invisidência
            • O papel do sentido interno e a unidade do sentido
            • Voltar aquém da disjunção do dentro e do fora, do masculino e do feminino, numa visada escatológica
          • Do idealismo transcendental de Fichte ao idealismo mágico de Novalis
            • Nostalgia do absoluto: Heimweh, Sehnsucht
            • O espírito se faz mundo, o mundo se faz espírito
            • Boehme: imaginação, magia
            • Poiesis, busca mental
            • Psicologia e cosmologia segundo Schelling
            • Um transformismo universal
          • Comunicação das consciências e das existências; coexistência
            • Solidão e comunidade
            • O encontro: espaço humano romântico da amizade e do amor
            • Interioridade recíproca e participação mútua ontológica das existências
            • Antropocosmismo de Steffens oposto ao intelectualismo positivista
          • Uma pedagogia da individualidade
            • Biografia e autobiografia românticas
            • A viagem, desvio de si a si
            • Linha de vida e iniciação
            • A revelação de Jean Paul
            • O saber romântico é uma gnose
            • O desvio alegórico, o orfismo
            • Ballanche
            • O cego como vidente
          • Viagem iniciática e Bildungsroman
            • Meister e Ofterdingen
            • Exotismo romântico do fora e do dentro
            • A busca do centro como ritual iniciático
        • CAPÍTULO X: EPISTEMOLOGIA DA TOTALIDADE
          • Encher o conhecimento
            • O saber romântico não divide para reinar
            • O romantismo reage contra a restrição kantiana da inteligibilidade
            • Da explicação à implicação
            • O espaço vivido da presença ao mundo; o tempo da rememoração e da esperança, opostos ao espaço-tempo das luzes cosmopolitas, campo de manobra do intelecto
            • Presença total à realidade total
          • Verdade transpessoal, Verstehen aus dem Ganzen
            • A Hansa dos poetas
            • Symphilosophieren
            • Baader: cogitor ergo sum
            • Totalitarismo ontológico e incoerência epistemológica
            • F. Schlegel, Hoffmann, Jean Paul
            • O projeto bíblico de Novalis e de Frédéric Schlegel
            • Fundar uma religião
            • Bíblia da Humanidade, Legenda dos Séculos, rumo ao livro total
          • A obra romântica como projeto inacabado
            • Novalis, Coleridge
            • As enciclopédias do século XIX: Saint-Simon, Pierre Leroux e Jean Reynaud
            • O profetismo romântico francês
            • O espírito de totalidade
            • Shelley e os românticos ingleses
            • Uma enciclopédia com múltiplas dimensões
            • Subir a ladeira da especialização
            • Rumo à nova mitologia do saber absoluto
          • Os Discípulos de Sais e a busca da língua sagrada, sânscrito ontológico
            • Formel des Universums e equação de universo (Laplace)
            • Voluntarismo fichtiano e gnosticismo das iniciações
            • Sábios, poetas e sacerdotes
            • Magia e harmonia universal de Kepler a Ritter
          • A verdade romântica como princípio de identidade universal
            • A harmonia serve de fundamento à indução
            • Amor e reconhecimento do homem e do mundo
            • A natureza ou a petrificação do sentido
            • A analogia da vida substituída à analogia da matéria
            • Schelling: o monismo da identidade
            • Natureza, espírito visível; espírito, natureza invisível
            • Do organicismo dinâmico de Herder à Naturphilosophie de Schelling
        • CAPÍTULO XI: ORGANISMO
          • Schelling: natureza e espírito como organismos; regularidade e finalidade
            • O espinozismo da física
            • A ideia de organismo, arquétipo da inteligibilidade
            • Herder e a tradição cosmobiológica
            • As metamorfoses do organismo e a morfologia de Goethe
            • Tema fundamental da relação com o mundo romântico
            • O fim do animal-máquina
            • Testemunho de Steffens
            • Conhecimento intuitivo do Totalorganismus
          • O hino de Goethe à natureza
            • Consciência como Selbsterkenntnis der Vernunft
            • Baader: sistema e organismo
            • Organologia
            • Bergson e a Naturphilosophie
            • O organismo na medicina romântica
            • Görres: organomia
            • O conceito de organismo nas ciências da cultura
          • A inteligibilidade vegetativa e o paradigma da árvore
            • Das árvores do paraíso às árvores de Porfírio, Lúlio, Descartes
            • Arborescência da verdade romântica; Coleridge, Guérin, Hugo, Lachelier e a parábola da árvore
            • Árvore da cultura e árvore cósmica
          • Forma mecânica e forma orgânica segundo A
            • W. Schlegel e Coleridge
            • Uma nova arte poética
            • Germinação da unidade viva
            • Do fisicalismo galileico à biologia romântica
            • O bergsonismo de Pierre Leroux
            • Encaixamento dos germes do cosmos
            • Superabundância do sentido: analogia, relações, símbolos
            • Uma hermenêutica do monismo organicista
        • CAPÍTULO XII: FRAGMENTO
          • Obra aberta e verdade inacabada
            • Hugo: Oceano
            • Gesamtkunstwerk e fragmento
            • Forma formans e forma formata
            • Schelling e o sistema
            • Os fragmentos de J. W. Ritter e dos Naturphilosophen
          • Expressar o infinito no finito
            • Os textos fragmentários de Novalis
            • Dos Pensamentos de Pascal aos fragmentos do Athenäum
            • Os Pensamentos de Pascal e o pensamento de Pascal
            • Dos Pré-socráticos a Nietzsche
          • Poética do fragmento
            • A vida contra o intelecto
            • Os Stürmer; Hamann, o pensador com quebra-nozes
            • Sondagens
            • Alargamento do gênero fragmentário: aforismos, cartas, conversa, diário íntimo
            • A verdade em migalhas
            • F. Schlegel e Novalis fragmentadores
            • O fragmento não é um destroço, mas um germe
            • O caso de Georg Forster
          • Witz e fragmentarische Genialität
            • Sistema e caos
            • O fragmento, microcosmo miniaturizado do pensamento
            • Baader: imanência do pensamento a si mesmo
            • Fragmentação de Jean Paul
            • Sainte-Beuve e as escrituras da obra em estado nascente
      • CONCLUSÃO
        • Diderot: uma oração fúnebre prematura da matemática
          • Diderot contra d'Alembert
          • Diderot Naturphilosoph pressente a mutação cultural do romantismo
          • Do paradigma matemático ao paradigma biológico
        • Conversão epistemológica
          • Nova interpretação da matemática segundo Novalis
          • Neopitagorismo romântico
          • Uma metamatemática ontológica reveladora das harmonias cósmicas
          • Os verdadeiros matemáticos são iniciados
          • Jouffroy: a razão não é prisioneira de suas próprias leis
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