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Poder da Imagem
GRASSI, Ernesto. Macht des Bildes: Ohnmacht der rationalen Sprache. Zur Rettung des Rhetorischen. Colônia: DuMont Schauberg, 1970 (Versão ampliada e canônica em língua italiana: Potenza dell'immagine: Rivalutazione della retorica, Bolonha: Il Mulino, 1989). / Poder da Imagem. Impotência da Palavra Racional. Em Defesa da Retórica. São Paulo: Duas Cidades, 1978
- Em memória de W. Szilasi
- Prefácio
- PRIMEIRA PARTE — IMAGEM E ACESSO À OBRA DE ARTE
- I. A tentativa da arte de «ir além» das verificações empíricas
- 1. O acesso à obra de arte
- 2. A diferença entre o mundo artístico e o empírico: a lembrança na esfera da arte
- 3. Os requisitos do fenômeno artístico: teoria do efeito, de E. A. Poe, e teoria do tédio, de Baudelaire
- 4. A ruptura por meio da linguagem racional: Mallarmé
- II. Retórica e lógica, imagem e razão
- 1. A concepção retórica da arte. O patético como fator do pensamento revolucionário: A. Artaud
- 2. O patético como fator na arte revolucionária: realismo socialista
- SEGUNDA PARTE — SUFICIÊNCIA E INSUFICIÊNCIA DA LINGUAGEM
- I. Autorrealização humana e «logos»
- 1. Comportamento esquemático dos animais e «abertura para o mundo» do homem
- 2. O caráter básico da formação humana. Uma investigação arcaica
- 3. As aporias da linguagem: som, voz animal, palavra e a experiência da objetividade
- 4. A demonstração como essência do conhecimento: linguagem apodítica. A natureza indemonstrável dos princípios: linguagem semântica
- 5. A insuficiência essencial da linguagem. O silêncio e o fundamento pictórico da linguagem
- II. Linguagem semântica arcaica
- 1. A linguagem da Sibila de Cumas
- 2. O pressuposto da tragédia de Cassandra
- 3. O elemento visionário e pictórico na linguagem semântica
- 4. A relação entre linguagem explicativa e indicativa: Cassandra e o Coro
- III. A linguagem indicativa como raiz do racional
- 1. Tese e axioma
- 2. O problema do predomínio da atividade racional
- 3. O caráter arcaico e semântico dos princípios. O amor studentis animi de Agostinho
- 4. Tempo e presente
- 5. O «E» de Delfos
- 6. O espanto
- IV. Sinais e espírito
- 1. Sinais conscientes e inconscientes
- 2. A «Signatura» dos fenômenos: a definição de J. Böhme da esfera «espiritual»
- 3. A experiência fundamental do espírito: a angústia do mundo sem sinais
- 4. A ocorrência da imagem no mundo humano: tipo e indução
- TERCEIRA PARTE — O ENGENHO E A TRADIÇÃO HUMANÍSTICA
- I. A unidade da razão e da paixão
- 1. A primeira discussão do Ocidente sobre o poder emotivo da imagem: «Elogio de Helena», de Górgias
- 2. Helena como símbolo da condição humana
- 3. O problema do dualismo entre «pathos» e «logos» e entre forma e conteúdo
- 4. A possibilidade de superar o dualismo entre «pathos» e «logos»: o Fedro de Platão
- 5. As musas e sua obra: a criação do «cosmos» a partir do «caos»
- 6. A origem nas musas do discurso filosófico e emotivo
- II. A metáfora
- 1. Predominância da imagem no âmbito espiritual: originalidade e poder da metáfora
- 2. A antiga teoria do engenho
- 3. A teoria de Huarte sobre o engenho
- 4. As lições sobre as «Acutezze» de G. Pellegrini
- 5. E. Tesauro: «O espetáculo maravilhoso»
- III. A tradição humanística: a unidade de «res» e «verba»
- 1. A rejeição das disciplinas humanísticas por Descartes
- 2. Crítica de Vico à filosofia racionalista de Descartes
- 3. A concepção antiga da tópica. O problema da «inventio»
- 4. A prevalência da filosofia «tópica» e «inventiva» sobre a «crítica» e «racional»
- 5. Quintiliano como fonte da consciência humanística da unidade entre «res» e «verba»
- 6. A tradição humanística. Poliziano como «grammaticus»
- 7. Imagem e retórica. A carta de Giovanni Pico «De Genere Dicendi Philosophorum»
- 8. «De imaginatione», de Gianfrancesco Pico
- 9. Conclusão: humanismo e práxis
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