Incidente da escassez de papel higiênico como modelo de coordenação social baseada em pressuposições de crença, distinguido da situação contemporânea de catástrofe real.
Rumor falso que, por comportamento preventivo, torna-se verdadeiro, configurando uma profecia autorrealizável.
Raciocínio do consumidor que não exige crença direta no rumor, bastando a pressuposição de que existem outros que acreditam que existem outros que acreditam.
Produção do efeito real por uma cadeia reflexiva de suposições, independentemente da verdade inicial do enunciado.
Distinção decisiva entre o caso do rumor e a situação presente, em que a deriva para a catástrofe é efetiva, e o impasse assume a forma de autossabotagem.
Fala reiterada sobre a ameaça como mecanismo de neutralização prática, em que a nomeação do perigo convive com a inação.