A angústia sobrevém quando o centro se perde e ser e vida se separam, ficando a vida privada do ser e o ser imobilizado sem vida e sem morrer, pois morrer requer estar vivo e ser vivente para o trânsito, e nessa perda o ser, sem referência ao centro, jaz absoluto por separado, solitário e sem nome, ignorante e inacessível, pior que um algo, despojo de um alguém, afundando sem descer nem mover-se e resistindo à disgregação, enquanto a vida se derrama do ser descentrado sem encontrar lugar que a acolha, convertendo-se em angústia do jovem, do adolescente e ainda da criança que vaga com um tempo inabitável e inconsumível, tendendo a retornar à avidez colonizadora e a espalhar-se e afogar-se como água sem margens até encontrar, se a encontra, a pedra.
Separação ser-vida define a perda do centro.
Morte é vinculada à vida e ao trânsito vivente.
Ser descentrado é descrito como absoluto apartado e sem nome.
Vida sem abrigo é vitalidade entregue a si.
Tempo inabitável aparece como marca da vagância juvenil.
Avidez colonizadora reaparece como regressão.
Pedra figura o ponto de contenção.