Vetö

Miklós Vető (1936–2020)

Filósofo, historiador da filosofia, teólogo especulativo e ensaísta húngaro-francês, professor emérito da Université de Poitiers, membro externo da Academia de Ciências da Hungria e da Academia Católica da França, Miklós Vető é um dos mais profundos e rigorosos historiadores do Idealismo Alemão e da metafísica cristã ocidental da segunda metade do século XX. Nascido em Budapeste em uma família de origem judaica assimilada, sobreviveu à perseguição e ao Gueto de Budapeste na infância; participou ativamente da Revolução Húngara de 1956 contra a ocupação soviética, após cujo esmagamento fugiu do país, asilando-se na Iugoslávia e, posteriormente, na França. Doutorou-se na Universidade de Oxford com tese seminal sobre Simone Weil (sob orientação de Iris Murdoch) e na Sorbonne com tese de doutorado de Estado sobre a metafísica de F. W. J. Schelling (sob a supervisão de Paul Ricœur). Notabilizou-se pela reconstrução sistemática, dialética e conceitual da história da metafísica moderna — articulando Kant, Fichte, Schelling, Hegel e o pensamento místico patrístico e medieval —, dedicando sua reflexão tardia à elaboração de uma grandiosa ontologia do dom, da criação divina, do mal moral e da pessoa humana.

1. Obras Monográficas e Tratados Teóricos Fundamentais (Edições Originais)

2. Artigos Canônicos, Colaborações Institucionais e Antologias

3. Recepção Acadêmica e Circulação no Espaço Lusófono

4. Eixos Metodológicos e Arquitetura Teórica