Última confidência do mestre: a inteligibilidade como cera cartesiana e a metamorfose pela ação do fogo
O mestre fala de inteligibilidade como algo a ser retomado sob forma de cera de um Chevalier Des-Cartes, Yahoo célebre na caverna
A cera é apresentada como matéria a ser tomada no estado em que foi deixada, quase recém extraída da colmeia da memória, ainda com doçura e odor de flores
A descrição enumera propriedades sensíveis do corpo: cor, figura, grandeza, dureza, frieza, tangibilidade e sonoridade, estabelecendo o critério do corporal distinto
A transformação subsequente pela aproximação do fogo dissolve sabor e odor, altera cor e figura, aumenta grandeza e torna líquido, aquecido e silencioso, produzindo uma metamorfose total do mesmo corpo
A analogia com a memória do narrador é explicitada: a memória funde como cera, e o esquecimento, por ter sido aproximado do fogo, torna-se memória, configurando uma reversão paradoxal