FRANK, Simon. La connaissance et l’être. Paris: Aubier, 1937
A ideia de que o “sujeito” e o “predicado” têm uma importância decisiva no julgamento deriva historicamente da lógica aristotélica. Nesse sistema, todo julgamento é uma correlação (positiva ou negativa) entre dois conceitos, e são os conceitos que, de maneira geral, constituem o fundamento da análise lógica. Mas se há um ponto em que há consenso entre os lógicos contemporâneos, é precisamente o reconhecimento de que o conceito não é um elemento que, logicamente, pré-existe ao julgamento; o julgamento não é mais considerado como o produto mecânico de uma conexão de conceitos. Isso significa que é inadmissível começar o estudo do julgamento admitindo a priori que ele se compõe de partes designadas por nossos símbolos S e P. Pelo contrário, essas partes componentes, seu significado e os limites de sua necessidade precisam ser esclarecidos pela análise do julgamento.