A análise precedente estabeleceu que nenhum conteúdo do conhecimento é dado imediatamente na matéria imanente da consciência.
Todo conhecer implica uma penetração do sujeito cognoscente em um objeto transcendente.
A possibilidade mesma dessa penetração permanece, por ora, sem explicação.
A investigação concentra-se, inicialmente, não no mecanismo da penetração, mas na ideia do objeto transcendente enquanto tal.
Pergunta-se pelo fundamento da convicção segundo a qual a consciência, ao conhecer, alcança o próprio objeto e parece ultrapassar seus próprios limites.
O exame das principais tentativas teóricas visa esclarecer como essa convicção foi historicamente compreendida.