A natureza, como Verbo revelado aos sentidos, concordava originalmente com o Verbo depositado no homem primitivo, que compreendia a linguagem que seu espírito falava e era, ele próprio, essa Palavra, mas após a grande confusão das línguas, perdemos a capacidade de compreender o sentido profundo desta linguagem natural, necessitando da Revelação escrita dada através de palavras, a qual, no entanto, possui o mesmo conteúdo da revelação natural, pois ambas falam apenas d'Ele, ontem e hoje, imutável e eterno, sendo o mundo dos insetos, como parte mais recente da criação, particularmente profético deste futuro, conforme atestado pela antiguidade que venerava a abelha como ser real e sagrado, cheio de espírito divino e profético, símbolo da abundância, sabedoria, inocência e justiça, e a associava intimamente aos mistérios, pois Dionísio era nutrido por abelhas, considerado seu rei e pai, e as sacerdotisas de Ceres eram chamadas mélissai (abelhas), sendo a própria rainha das abelhas símbolo de um rei divino e sacerdote.