Afirma-se que não apenas a digestão perturbada produz sonhos agitados, mas também interrupções súbitas de secreções e processos corporais, como secreção láctea, hidropisia ou erupções, podendo gerar loucura.
Inversamente, a loucura pode ser curada por abscessos artificiais e outras ocupações da pulsão vegetativa, indicando que a terapia pode operar pela redireção de forças vegetativas.
São listados vínculos entre repressão ou ausência prolongada de menstruação e melancolia profunda, entre vida vegetativa desregrada por onanismo e tendência ao suicídio, e entre dificuldades digestivas e hipocondria próxima da loucura, estabelecendo uma causalidade fisiológica que desafia teorias psicológicas comuns.
É afirmado que o materialismo grosseiro de certos médicos se aproxima frequentemente mais da realidade por ensinar procedimentos concretos de restauração, como eméticos, arsênico, feridas graves, pustulas, erupções, abscessos, balanço, melhor alimentação, reabertura de feridas, retorno de menstruação ou secreção láctea, e até gesto hipnótico descendente no rosto, bem como sanguessugas para curar visões.
Paralelamente, pequenas mudanças podem precipitar loucura: mudança de alimento ou tempo, sobrecarga do estômago por couro engolido, vinho com sal grosso, sementes de datura, afastamento da luz, doença ocular, afastamento do entorno, mostrando a precariedade do equilíbrio entre os sistemas.
Um caso de idosa com constipação periódica é usado para mostrar variação de lucidez e regressão a fases de vida passada até hebetude profunda e perda de autoconsciência, com perguntas sobre pessoas há muito mortas, sugerindo reorganização temporal da memória conforme estados vegetativos.
A doença terrível que impele a matar é descrita com sinais corporais prévios: ardor na região dos gânglios abdominais e afluxo de sangue à cabeça, com urgência de afastar familiares, evidenciando uma dinâmica vegetativa antecedendo o ato.