Concepções Antropológicas de Schelling
REY PUENTE, Fernando. As concepções antropológicas de
Schelling
. Sao Paulo: Loyola, 1997.
Investigação dos motivos antropológicos fundamentais na filosofia de Schelling
Delimitação do objeto à análise de escritos específicos, sem pretensão de abarcar a totalidade da obra schellinguiana
Centralidade do Esquema Antropológico ou Esquema Psicológico como eixo privilegiado para a compreensão da problemática do homem
Compreensão do homem como ponto de interseção e mediação entre o Absoluto e o finito, definindo a antropologia como problema estrutural da filosofia
Problema da mediação como núcleo da antropologia schellinguiana
Definição da reflexão como processo mediador fundamental entre o Absoluto e o finito
Caráter paradoxal da mediação, na qual o homem se relaciona simultaneamente consigo mesmo e com o fundamento absoluto
Reconhecimento do homem como lugar de tensão entre autoelevação ao divino e retorno reflexivo sobre si
Inserção de Schelling no Idealismo Alemão e limites dessa classificação
Reconhecimento do fundo idealista como elemento real, porém insuficiente, para compreender a totalidade do pensamento de Schelling
Interpretação do desenvolvimento filosófico schellinguiano como movimento espiralado, marcado por continuidade potencial e transformações conceituais
Preservação de conteúdos fundamentais sob diferentes configurações conceituais ao longo das fases do pensamento
Questão do fundamento e da definição do homem nas diferentes fases da filosofia
Investigação do conceito de fundamento nas etapas sucessivas do pensamento de Schelling
Necessidade de esclarecer a definição do homem subjacente a cada fase filosófica
Articulação entre estrutura do sistema filosófico e concepção antropológica correspondente
Centralidade da pergunta antropológica fundamental
Indagação acerca da capacidade do homem de mediar entre o Absoluto e o finito
Avaliação das faculdades cognitivas humanas enquanto vias de apreensão do Absoluto
Análise de conceitos como razão, entendimento, intuição intelectual e êxtase como chaves interpretativas da essência do homem
Divisão da filosofia de Schelling em três grandes etapas
Primeira fase marcada pela predominância da intuição intelectual e por uma concepção solar e triunfante do conhecimento
Fase intermediária caracterizada pelo obscurecimento da confiança na razão e pela emergência do fundamento obscuro e irracional
Fase tardia orientada para a teologia, na qual a filosofia positiva assume papel decisivo
Transformação do conceito de intuição intelectual
Superação progressiva da imediatidade atribuída à intuição intelectual
Reconhecimento da necessidade de mediação para o conhecimento do Absoluto
Passagem da intuição intelectual para formas mediadas de conhecimento, culminando no êxtase do eu e da razão
Influência platônica e neoplatônica na concepção do homem
Ideia do homem como microcosmo enquanto herança fundamental do platonismo
Reconhecimento de uma estrutura de similitude entre o homem e a origem absoluta
Possibilidade de conhecimento do Absoluto mediante uma correspondência estrutural entre conhecente e conhecido
Analogia entre o homem e Deus na fase intermediária
Compreensão de Deus como Ser vivo dotado de história
Paralelismo entre a história primordial de Deus e a história do homem
Introdução do conceito de fundamento obscuro como dimensão constitutiva tanto do divino quanto do humano
Função ambígua da razão na antropologia schellinguiana
Reinterpretação da razão como instância capaz de iluminar o obscuro por meio da dialética
Reconhecimento do fracasso da dialética como mediação última
Emergência da necessidade de uma mediação extra-racional
Êxtase e superação da reflexão imediata
Afirmação de que o conhecimento não se dá por mera contemplação, mas por produção mediada
Definição da reflexão como condição necessária, porém insuficiente, do conhecimento
Introdução da rememoração interiorizante e do sair-de-si como estruturas do conhecer
Transição para a filosofia positiva
Distinção entre filosofia negativa e filosofia positiva
Reconhecimento do fundamento racional como imóvel e não construído
Reconfiguração das funções da razão e do entendimento no sistema tardio
Estrutura orgânica e dinâmica do pensamento schellinguiano
Compreensão das fases como momentos logicamente distintos, não como rupturas absolutas
Transformação dos conceitos anteriores em novas potências conceituais
Movimento espiralado como chave hermenêutica da continuidade e da descontinuidade
Definição antropológica nas três fases
Primeira fase: definição cosmológica do homem sob influência platônica
Segunda fase: definição proto-histórica do homem a partir da finitude e do nascimento do homem empírico
Terceira fase: definição teológica do homem como imagem de Deus
Unidade do conhecimento não discursivo
Manutenção da identidade essencial do conhecimento apesar de suas diferentes formas
Distinção entre identidade enquanto idem e não mera ipseidade
Reconhecimento da continuidade conceitual subjacente às transformações históricas do pensamento
Centralidade do homem como problema filosófico último
O homem como único objeto da filosofia e, simultaneamente, como questão mais desesperante
Duplicidade do homem enquanto resposta e problema metafísico fundamental
Reconhecimento do lugar profético da problemática antropológica no pensamento pós-idealista
Schelling
,
antropologia
Definição (proto-)histórica do homem
Definição cosmológica do homem
Definição teológica do homem
Schelling