Russell

Bertrand Russell

Giovanni Reale

A rejeição do idealismo

Bertrand Russell (1872–1970), descendente de uma família whig com longa tradição de luta pelas liberdades constitucionais, herdou dos antepassados o espírito de revolta contra todo dogmatismo e autoritarismo.

O atomismo lógico e o encontro com Peano

Liberto do idealismo, Russell retornou à trilha do empirismo tradicional da filosofia inglesa e passou a defender que a filosofia não pode ser fecunda se desvinculada da ciência.

A teoria das descrições

Russell concordou com Frege no programa logicista e no realismo platônico para os objetos da matemática, mas divergiu dele com a Teoria das descrições (1905).

Russell contra o segundo Wittgenstein e a filosofia analítica

Russell submeteu ao “microscópio da lógica” questões filosóficas relevantes, mas sempre preocupado com a relação que a linguagem deve ter com os fatos para que haja conhecimento válido.

A moral e o cristianismo

Convicto de que os valores não podem ser logicamente deduzidos do conhecimento, Russell foi defensor tenaz das liberdades individuais contra toda ditadura e defensor do pacifismo.