A filosofia é o exato contrário: antídoto contra a ilusão (do progresso, da certeza, dos “falsos remédios”), terapêutica a título pessoal, como em
Wittgenstein, capaz de prevenir de certo modo a loucura, e não farmacêutica, com pretensão de fornecer remédios aos males do mundo; seu benefício é evitar cair no engodo do pensamento jornalístico, que só se interessa pelo real por um instante, ou seja, de modo nenhum, e, como já afirmavam
Schopenhauer e
Nietzsche, para interessar-se pelo real a filosofia deve ser inatual.