Essa orientação moral e política fez o autor perder todo interesse, mas não todo aborrecimento, pela obra de
Sartre: as numerosas e copiosas obras seguintes estavam constantemente atulhadas de noções (culpabilidade, inautenticidade, estatuto ontológico do “salaud” [canalha], má-fé, livre-arbítrio) que não pertencem ao seu universo mental e que, segundo ele, são pseudoideias que Spinoza rejeita como meros efeitos de vento (flatus vocis).