As páginas que
Rosenzweig consagra à Redenção, muito ricas, mas por vezes densas, são admiravelmente apresentadas por Mosès, cuja análise é clara, fina e sugestiva. A Estrela, escrita com alto lirismo, é frequentemente alusiva e obscura, e é esclarecida no livro por um pensamento sóbrio e seguro que, sem nada sacrificar do sentido, resiste à tentação do mimetismo, fala linguagem precisa, mas diferente, sempre atenta ao conjunto do propósito, a seus prolongamentos em nossa atualidade, à sua dívida para com as Idades do Mundo (Weltalter) de
Schelling e a seus contextos alemães dos séculos XIX e XX, inclusive
Hegel, que é fonte e não apenas o sistema a destruir.