Heidegger sabia disso.
Cf. Martin Heidegger, //Ser e Tempo//, trad. J. Macquarrie e E. Robinson, Oxford, Blackwell, 1962, "Introdução". No entanto, ao contrário de Heidegger, não evocaremos um círculo virtuoso de interpretação ontológica a partir da circularidade necessária de nossa compreensão pré-ontológica de como as coisas podem ser ditas como são. A investigação metafísica do ser não pode ser reduzida a uma interpretação hermenêutica do ser do investigador e das diferentes maneiras pelas quais este entende as coisas como sendo. Embora a investigação metafísica não possa ser dissociada da indagação sobre o que é significado, o objetivo desta é alcançar uma delimitação metafísica do domínio do sentido que evite a equivocação fenomenológica entre significado e ser.