Ao eleger a si mesmo como a matéria de seu livro,
Montaigne pinta-se sem artifícios, confessando imperfeições físicas, falhas de memória e hábitos cotidianos, não por narcisismo, mas com o propósito filosófico de retratar a condição humana universal através de sua própria particularidade, independentemente de Deus, mantendo uma postura fideísta que separa o divino do mundano.