Bultmann, por sua vez, afirmou que a filosofia existencial, que conheceu no contato com
Heidegger, teve decisiva importância para ele, pois encontrou um conjunto de conceitos que lhe permite falar adequadamente sobre a existência humana e, por conseguinte, da existência do crente; no entanto, a apropriação bultmanniana é independente e criativa, pois Bultmann autonomiza a analítica existencial heideggeriana, reduzindo a ontologia fundamental a alguns existenciais e usando
Heidegger como instrumento para compreender o modo de ser da fé cristã, chegando a afirmar que a análise existencial de
Heidegger parece uma exposição filosófica profana da visão neotestamentária do ser-aí humano.