Seria tedioso mostrar que o livro de Granier é o primeiro a refutar essencialmente o que ele mesmo afirma, ou que se reduz a nada mais que um gigantesco ou ao menos volumoso anti-
Heidegger, mas o que é notável em uma acusação desse tipo é que ela pressupõe, contra algumas das afirmações mais decisivas e mais vertiginosas do texto de
Nietzsche, que há uma verdade da doutrina nietzschiana, segura dentro de seu texto, inicialmente pura, prévia e externa a qualquer leitura, começando pela do próprio
Nietzsche, com base na qual a interpretação correta deve ser construída, isto é, com base na qual a coerência de um sistema deve ser reconstruída.