A tradição filosófica ocidental, desde Platão e Aristóteles até
Kant, reconheceu no espaço e no tempo as qualificações obrigatórias da experiência e as formas vazias da intuição sensível, havendo uma distinção histórica onde a antiguidade tendia a acentuar o espaço como sustentáculo da visada objetivante, enquanto a modernidade, de
Descartes em diante, privilegiou a temporalidade como expressão da fluidez essencial do espírito na gestão do conhecer.