Kojève

Alexandre Kojève (1902–1968)

Filósofo, ensaísta, jurista e alto funcionário de Estado franco-russo (nascido Aleksandr Vladimirovich Kozhevnikov em Moscou), Alexandre Kojève foi a figura intelectual decisiva para a reintrodução sistemática e a aclimatação monumental de G. W. F. Hegel na França do século XX. Doutor pela Universidade de Heidelberg sob a orientação de Karl Jaspers com uma tese sobre a filosofia religiosa de Vladimir Solovyov, Kojève estabeleceu-se em Paris, onde assumiu entre 1933 e 1939 a direção do célebre seminário sobre a Fenomenologia do Espírito na École Pratique des Hautes Études (substituindo Alexandre Koyré). As suas conferências exerceram um influxo formativo ímpar sobre uma geração cimeira de pensadores franceses — entre os quais Jacques Lacan, Georges Bataille, Raymond Aron, Maurice Merleau-Ponty, André Breton e Raymond Queneau —, operando uma fusão singular entre a dialética hegeliana, o marxismo e a analítica existencial da finitude e da morte de Martin Heidegger. Notabilizou-se pela tese da luta de puro prestígio pelo reconhecimento (a dialética do senhor e do escravo) como motor ontológico da história universal, culminando na formulação do conceito de fim da história e no advento do Estado universal e homogêneo. Após a Segunda Guerra Mundial, abandonou deliberadamente o magistério universitário para atuar nos bastidores como um dos principais arquitetos da diplomacia econômica francesa e da integração comercial europeia no Ministério dos Assuntos Econômicos e na formação do Acordo Geral de Tarifas e Comércio (GATT).

1. Obras Monográficas e Tratados Teóricos Fundamentais (Edições Originais e Póstumas)

2. Contexto Institucional, Colaborações e a Diplomacia do Estado

3. Recepção Acadêmica e Eixos de Circulação

4. Eixos Metodológicos e Arquitetura Teórica