Durante a patrística, estabeleceu-se uma divergência fundamental entre os teólogos gregos e latinos, na qual os primeiros, considerando Deus primariamente como Realidade e Espírito absolutos, enfatizavam a vida de Cristo em detrimento de sua morte, concebendo a expiação não como a salvação da culpa, mas como a libertação da corrupção subsequente à queda de Adão e Eva; nesta perspectiva, Irenaeus postulava que Cristo viveu a vida humana para possibilitar que o homem vivesse uma vida comparável à divina, enquanto os padres latinos, visualizando Deus sob a ótica do governador e legislador romano, concentravam-se na redenção da culpa e da punição herdada, desenvolvendo uma teologia marcada por terminologia legalista.