Aqueles voltados à religião espiritual devem modelar suas ações à imagem de Deus, que criou o mundo sem modificar Sua natureza essencial, aspirando a um tipo de atividade isenta de apego ou envolvimento, tarefa exequível apenas para os proficientes na oração mental que dedicam tempo à contemplação formal e praticam a presença de Deus nos intervalos, pois, para os iniciantes, as boas obras podem distrair a alma, sendo preferível que aqueles com pouca ou nenhuma interioridade se abstenham de atividades externas; a experiência demonstra, conforme sintetizado por uma autoridade ocidental e por Sao Joao da Cruz, que as ações bem-intencionadas de indivíduos não regenerados resultam em pouco mais que nada, às vezes nada e ocasionalmente até danos, razão pela qual os grandes místicos cristãos sempre precederam seus períodos de atividade por uma fase preliminar de retiro e aniquilação ativa, tornando a ação um sacramento somente quando a mente não é mais desviada da realidade, visto que um homem de oração realizará mais em um ano pela salvação das almas e melhoria da qualidade humana do que outro em toda a sua vida.