A armadura ontológica do Antigo Regime cede lugar ao reformismo das luzes
A Revolução Francesa dá o poder à razão
O romantismo é próprio da Europa pós-revolucionária; uma ordem frágil, sobre as ruínas da esperança revolucionária; revoluções dentro da Revolução; a razão triunfante gera o Terror
Da república universal ao Império Francês
Uma nova Europa
As pessoas deslocadas; o exílio e a consciência romântica
A Revolução torna-se uma categoria da história
Do desencantamento a uma nova esperança
Os revolucionários suscitam os reacionários
Limiar da modernidade, o deslocamento do centro de gravidade cultural de fora para dentro
Um mundo frágil apela a um homem novo
A Revolução vitoriosa não teria sido romântica
A lenda napoleônica
PRIMEIRA PARTE: O ESPAÇO-TEMPO ROMÂNTICO
CAPÍTULO PRIMEIRO: DOMÍNIO GERMÂNICO
O período romântico confere à Alemanha a primazia cultural
Da pátria cultural à pátria política
O Sacro Império, que agrupa frouxamente as Alemanhas, não é um império alemão
Germania, Alemania, Teutschland
O Sturm und Drang contra a Aufklärung
O impacto limitado da Revolução Francesa em seus primórdios
O papel de Napoleão
A consciência romântica não está mais à escala da Kleinstaaterei germânica
Sentido novo de uma vocação espiritual da Alemanha, após o fracasso da Revolução, reforçado pelo colapso prussiano de 1806
Napoleão suscita a Alemanha moderna e nacionalista
Romantismo e classicismo: o Athenäum e os Propyläen
Fontes comuns: Winckelmann
Goethe na Itália, do Sturm und Drang ao classicismo
A invenção da filologia; Altertumswissenschaft
Fim do mito das belas-letras
O classicismo integra e domina o Sturm und Drang; o romantismo, unidade superior do classicismo e do Sturm und Drang, funda a especificidade da cultura alemã
Saber como iniciação, reintegração, reconhecimento
Uma mítica gnóstica do saber
Em busca da ciência perdida
CAPÍTULO IV: O PROCESSO DE NEWTON
O processo movido a Newton pelos românticos marca o fim da era das luzes, inaugurada pelo processo de Galileu
Ao atacar Newton, Goethe se alinha ao romantismo, que não é uma moda literária, mas uma visão de mundo
Vinte anos de pesquisa preparam a Farbenlehre de 1810
Os precedentes: a teoria da luz na Óptica de Kepler (1604); O Mundo de Mr. Descartes ou o Tratado da Luz (1664), a Dióptrica de Descartes (1637); a desmistificação e descoloração mecanicista do real
A Óptica de Newton (1704); o espaço mental de Newton não é um espaço vital
Goethe ataca resolutamente a Bastilha newtoniana, tornado um obstáculo epistemológico maior
A Farbenlehre se propõe a explorar o mundo do olho
A óptica geométrica procede da alienação intelectualista
Objeção de consciência às reduções matemáticas
A verdade do sensível é uma verdade humana
A via fenomenológica permite o retorno ao real
A intuição do visível decifra a língua da natureza
Comunicação das consciências e das existências; coexistência
Solidão e comunidade
O encontro: espaço humano romântico da amizade e do amor
Interioridade recíproca e participação mútua ontológica das existências
Antropocosmismo de Steffens oposto ao intelectualismo positivista
Uma pedagogia da individualidade
Biografia e autobiografia românticas
A viagem, desvio de si a si
Linha de vida e iniciação
A revelação de Jean Paul
O saber romântico é uma gnose
O desvio alegórico, o orfismo
Ballanche
O cego como vidente
Viagem iniciática e Bildungsroman
Meister e Ofterdingen
Exotismo romântico do fora e do dentro
A busca do centro como ritual iniciático
CAPÍTULO X: EPISTEMOLOGIA DA TOTALIDADE
Encher o conhecimento
O saber romântico não divide para reinar
O romantismo reage contra a restrição kantiana da inteligibilidade
Da explicação à implicação
O espaço vivido da presença ao mundo; o tempo da rememoração e da esperança, opostos ao espaço-tempo das luzes cosmopolitas, campo de manobra do intelecto