O romantismo como método poético de retomada do real
Romantisieren (Novalis); uma epistemologia poética
Contra o romantismo pueril e honesto da pedagogia escolar
Os grandes românticos e os pequenos, os literatos e os outros
Contagem arbitrária do romantismo francês
O romantismo de Michelet
Por uma abordagem verdadeiramente interdisciplinar, não realizável nas universidades francesas
A questão do romantismo, questão mal colocada, por falta de uma visão suficientemente ampla
O caso do romantismo polonês
O Romantismo pretende mudar a cultura e a vida: “Bíblia”, “Enciclopédia”, sentido dos valores
Da Alemanha não é um livro de literatura
Esfarelamento dos romantismos
Inconsistência do conceito de romantismo em obras universitárias francesas; os usos na Alemanha e no mundo anglo-saxão
Nunca houve unanimidade romântica
O século XIX, século burguês, não romântico
O romantismo trava um combate retardatário, em contracorrente da história
Os castelos de Luís II da Baviera
O diálogo de Herder e Condorcet
A catedral de Estrasburgo ou o Partenon
A nova tradição europeia; as “epopeias românticas”, inversão das alianças culturais
A história da literatura alemã de Bouterwek; o romantismo medieval e o neo-romantismo moderno
Regressão arcaizante e poesia progressiva
Revolução nacional cultural
Uma nova dimensão da consciência
A essência do romantismo como renovação da verdade
Uma busca das raízes do saber em todos os domínios
Descoberta de uma constante de cultura, de uma categoria trans-histórica
Ponto focal
SITUAÇÃO HISTÓRICA DO ROMANTISMO: ROMANTISMO E REVOLUÇÃO
Do romantismo eterno ao romantismo histórico
A armadura ontológica do Antigo Regime cede lugar ao reformismo das luzes
A Revolução Francesa dá o poder à razão
O romantismo é próprio da Europa pós-revolucionária; uma ordem frágil, sobre as ruínas da esperança revolucionária; revoluções dentro da Revolução; a razão triunfante gera o Terror
Da república universal ao Império Francês
Uma nova Europa
As pessoas deslocadas; o exílio e a consciência romântica
A Revolução torna-se uma categoria da história
Do desencantamento a uma nova esperança
Os revolucionários suscitam os reacionários
Limiar da modernidade, o deslocamento do centro de gravidade cultural de fora para dentro
Um mundo frágil apela a um homem novo
A Revolução vitoriosa não teria sido romântica
A lenda napoleônica
PRIMEIRA PARTE: O ESPAÇO-TEMPO ROMÂNTICO
CAPÍTULO PRIMEIRO: DOMÍNIO GERMÂNICO
O período romântico confere à Alemanha a primazia cultural
Da pátria cultural à pátria política
O Sacro Império, que agrupa frouxamente as Alemanhas, não é um império alemão
Germania, Alemania, Teutschland
O Sturm und Drang contra a Aufklärung
O impacto limitado da Revolução Francesa em seus primórdios
O papel de Napoleão
A consciência romântica não está mais à escala da Kleinstaaterei germânica
Sentido novo de uma vocação espiritual da Alemanha, após o fracasso da Revolução, reforçado pelo colapso prussiano de 1806
Napoleão suscita a Alemanha moderna e nacionalista
Romantismo e classicismo: o Athenäum e os Propyläen
Fontes comuns: Winckelmann
Goethe na Itália, do Sturm und Drang ao classicismo
A invenção da filologia; Altertumswissenschaft
Fim do mito das belas-letras
O classicismo integra e domina o Sturm und Drang; o romantismo, unidade superior do classicismo e do Sturm und Drang, funda a especificidade da cultura alemã
Complexidade intrínseca desse romantismo
Importância decisiva da filosofia e da inspiração religiosa; abertura à transcendência, iluminismo
Escatologia da consciência
A Hansa do Athenäum (1798-1800), solstício romântico de Iena
O grupo de Heidelberg e a irradiação cultural do romantismo
A denominação “romântico” foi imposta pelos adversários, remanescentes da Aufklärung
Mutação cultural e mutação política; o romantismo associado à afirmação da consciência nacional
Endurecimento do romantismo envelhecido, que vira à direita
Frederico Guilherme IV, romântico coroado; Luís II da Baviera
O romantismo, fermento cultural extraliterário, nas artes e nas ciências humanas
A historiografia do romantismo alemão, desde Heine e Dilthey, e a constituição de uma escola romântica
Gerações ou tipos ideais
Frühromantik, Hochromantik, Spätromantik
Recorrências românticas na cultura germânica posterior
CAPÍTULO II: DOMÍNIO BRITÂNICO
A Inglaterra e a Revolução Francesa
Limites do romantismo inglês: 1798-1824 ou 1789-1832
Arbitrariedade desses recortes
O problema do “pré-romantismo” inglês
Modesto relevo social do romantismo britânico; poetas antissociais
Fontes inglesas do romantismo europeu: Shakespeare, Milton
A escola romântica inglesa inventada depois pelos historiadores
Byron anti-romântico
O spirit of the age e suas contradições
As romancistas burguesas: Jane Austen
O Morro dos Ventos Uivantes, obra-prima romântica na era vitoriana
Pouca centralização cultural na Inglaterra, pouco suporte logístico
Os poetas laureados
Sem batalha romântica, porque não houve classicismo
A Augustan age diferente da cultura de Versalhes
Sem dogmatismo cultural
Shaftesbury, pai fundador do romantismo britânico
Fraca base teórica, filosófica, teológica
O caso da Biographia Literaria
Um romantismo em ordem dispersa
O precedente elisabetano torna desnecessário um Sturm und Drang britânico
A alquimia lírica do romantismo inglês
Natureza e sobrenatureza nas Lyrical Ballads; uma poética pouco política e pouco científica
O romantismo para além do romantismo: os Pré-Rafaelitas, reação estética e moral ao triunfo da civilização industrial
John Ruskin, profeta da era pós-industrial, ou melhor, pré-industrial
A pintura inglesa: Constable, Turner, os pintores pré-rafaelitas
Pré-Rafaelitas e Nazarenos
William Morris: artes decorativas e socialismo espiritualista
Carlyle, uma sabedoria da energia fundada em transcendência religiosa
O movimento de Oxford; Newman e o romantismo
CAPÍTULO III: ROMANTISMO FRANCÊS
Enquanto a Alemanha faz um romantismo de mobilização, o romantismo francês é um romantismo de desmobilização
O estilo cultural da Revolução e do Império é neoclássico, anti-romântico
A nacionalização das letras e das artes
Racionalismo progressista e nacionalismo
Daunou contra o “platonismo germânico”
Juventude de uniforme
A intelligentsia no exílio: Chateaubriand, Mme de Staël; papel de August Wilhelm Schlegel
Saber como iniciação, reintegração, reconhecimento
Uma mítica gnóstica do saber
Em busca da ciência perdida
CAPÍTULO IV: O PROCESSO DE NEWTON
O processo movido a Newton pelos românticos marca o fim da era das luzes, inaugurada pelo processo de Galileu
Ao atacar Newton, Goethe se alinha ao romantismo, que não é uma moda literária, mas uma visão de mundo
Vinte anos de pesquisa preparam a Farbenlehre de 1810
Os precedentes: a teoria da luz na Óptica de Kepler (1604); O Mundo de Mr. Descartes ou o Tratado da Luz (1664), a Dióptrica de Descartes (1637); a desmistificação e descoloração mecanicista do real
A Óptica de Newton (1704); o espaço mental de Newton não é um espaço vital
Goethe ataca resolutamente a Bastilha newtoniana, tornado um obstáculo epistemológico maior
A Farbenlehre se propõe a explorar o mundo do olho
A óptica geométrica procede da alienação intelectualista
Objeção de consciência às reduções matemáticas
A verdade do sensível é uma verdade humana
A via fenomenológica permite o retorno ao real
A intuição do visível decifra a língua da natureza
Comunicação das consciências e das existências; coexistência
Solidão e comunidade
O encontro: espaço humano romântico da amizade e do amor
Interioridade recíproca e participação mútua ontológica das existências
Antropocosmismo de Steffens oposto ao intelectualismo positivista
Uma pedagogia da individualidade
Biografia e autobiografia românticas
A viagem, desvio de si a si
Linha de vida e iniciação
A revelação de Jean Paul
O saber romântico é uma gnose
O desvio alegórico, o orfismo
Ballanche
O cego como vidente
Viagem iniciática e Bildungsroman
Meister e Ofterdingen
Exotismo romântico do fora e do dentro
A busca do centro como ritual iniciático
CAPÍTULO X: EPISTEMOLOGIA DA TOTALIDADE
Encher o conhecimento
O saber romântico não divide para reinar
O romantismo reage contra a restrição kantiana da inteligibilidade
Da explicação à implicação
O espaço vivido da presença ao mundo; o tempo da rememoração e da esperança, opostos ao espaço-tempo das luzes cosmopolitas, campo de manobra do intelecto