4.1. A mito-história da razão
Voltaire: A filosofia da história (1765)
A inteligibilidade do domínio histórico como conquista do século XVIII
Os fenômenos humanos resistem à racionalidade por mais tempo do que os fenômenos físicos
Da mito-história cristã à mito-história da razão
A metafísica do direito natural propõe uma determinação do domínio humano em sua especificidade
A Renascença descobre a dimensão cultural da ordem social
O conflito entre a variável histórica e a ordem racional
A história universal segundo o eixo judaico-cristão da história da salvação
A ingenuidade de Bossuet desmentida desde o século XVI
A Reforma e a inteligência histórica: a verdade conquista-se ou perde-se no tempo
O tempo como pátria originária da verdade humana
A busca do sentido da marcha da humanidade despreza a longa paciência da erudição
A ampliação do projeto histórico em
Voltaire
História dos homens e história dos acontecimentos
História do espírito humano
D'Alembert
Fontenelle: história da razão
O precedente leibniziano
A inteligibilidade radical da história segundo Christian
Wolff
O governo divino na história da humanidade
Princípio de continuidade e princípio de razão suficiente
Harmonia preestabelecida
A atuação desses princípios na historiografia alemã
Mecanismo e finalidade conjugam-se no conhecimento histórico
O afastamento de Deus respeita a autonomia do domínio histórico, assim como a do domínio físico
Da escatologia de ruptura à ideia de realização gradual
A ideia de progresso
A inspiração leibniziano-wolffiana e o deísmo
Da físico-teologia à histórico-teologia
A meta-história de
Voltaire em oposição à de Bossuet
Fontenelle: a história não é uma ciência
O cálculo das probabilidades revela uma racionalidade imanente às estatísticas
A filosofia da história de J. D. Weguelin reconcilia empirismo e racionalidade sob a inspiração conjunta de
Leibniz e Newton
Esquemas para uma estática e uma dinâmica sociais
A redução do elemento histórico a leis realiza-se apenas segundo uma ordem retórica
Rumo à sociologia e à política
A antropologia histórica de
Hume
A natureza humana imutável como sujeito da história
Voltaire: historiografia da razão universal, encoberta pelas diferenciações do clima e dos costumes
A história trabalha para o progresso
Hume, hostil a todo dogmatismo, aprecia as variedades da experiência histórica, mas também professa preconceitos ético-culturais
Bolingbroke: Cartas sobre o estudo da história
A história como mestra de humanidade e tolerância
A utilidade da história segundo
Voltaire
A história como antropodiceia e disciplina auxiliar da ação moral e política
«Espírito do tempo», «maneira de pensar» e Weltanschauung
Da história dos acontecimentos a uma história social e cultural
Defesa e valorização dos valores burgueses
Mably: esperança deísta de uma ordem natural originária, apesar dos erros e infortúnios dos tempos
Uma epistemologia genética da civilização
Pascal: futuro da ciência ou história da salvação
Transposição da Cidade de Deus em ideal cosmopolita
Fontenelle define a mito-história da razão segundo o eixo do conhecimento
O progresso do Iluminismo como explicitação de um dado originário
A contradição entre esse progresso, o imobilismo da natureza humana e o eterno retorno das mesmas possibilidades
As irregularidades compensam-se e a humanidade pode progredir mesmo que os indivíduos não melhorem
Kant: a história do ponto de vista cosmopolita
A astúcia da razão converte o pessimismo relativo ao indivíduo em otimismo relativo à humanidade
A fé na razão inspira uma meta-história que corrige, em segunda leitura, as irregularidades da história empírica
O tema do fim da história
Uma historiografia engajada, por vezes desprovida de sentido histórico
Os limites da historiografia de
Voltaire
O desconhecimento da Idade Média
A extrapolação abusiva das evidências ocidentais
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A crítica de Grimm
O passado não deve ser remodelado em função do presente
O pseudouniversalismo do Iluminismo
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As tentações da zombaria e o fanatismo da razão universal
A história submetida à razão torna-se filosofia aplicada
A aliança entre história e verdade realiza uma legitimação do tempo
A história da humanidade como perspectiva panorâmica do devir humano
A história conjectural como filosofia da história convertida em história filosófica
Turgot e a história do gênero humano
O progresso linear e suas intermitências
Voltaire: séculos de ouro e fases de eclipse
A doutrina do progresso relativiza as fases anteriores
Cada época existe por si mesma
Diacronia e sincronia na inteligibilidade histórica
O eterno retorno das formas da cultura
As teorias cíclicas
Vico como analista das culturas nas quais se explicita a realidade humana
Os ricorsi como princípio de uma enciclopédia das ciências humanas e de uma ciência comparada das civilizações
A análise de Montesquieu formaliza o domínio das instituições humanas
Os diversos sistemas de governo esboçam uma tipologia das culturas e uma sociologia do conhecimento
Cada época cultural define o eterno presente da humanidade
Progresso, decadência e recorrência
O desgaste dos valores e das culturas
Uma outra filosofia da história: Herder