GIL, Fernando. Mimesis e Negação. Lisboa: Casa de Moeda, 1984.
Este livro fez-se sobre os textos que adiante se indicam, na sua maioria artigos inteiramente reescritos. É um pecado original que, no caso presente, talvez constitua vantagem: propondo-se ao leitor elementos de um sistema que o não é, será bom que o seu carácter inacabado e insuficiente transpareça da própria forma da exposição.
Em qualquer caso fica-me a alegria de registar múltiplos agradecimentos. José Trindade Santos verificou e muitas vezes retraduziu os textos gregos e, com Vasco Rosa — que, além disso, dactilografou um manuscrito torturado para além do que é lícito —, ajudou-me a fixar o texto português. À paciência e generosidade de ambos se deve em grande parte a fluidez que a escrita possa apresentar.
Duas dívidas intelectuais de primeira grandeza, em relação a Gilles-Gaston Granger e a René Thom — os quais, porventura, não se reconhecerão na minha prosa. Se assim fosse, que ambos me perdoem então o abuso de confiança. Três anos de um seminário de pós-graduação na Faculdade de Ciências Sociais e Flumanas da Universidade Nova de Lisboa foram um precioso banco de ensaio para algumas das ideias expostas, graças, em especial, à activa participação de Antônio Marques, na continuação de uma conversa mais antiga, Mafalda Blanc, João Sáàgua, Luís Martins, Lúcia Maia, Diogo Pires Aurélio, Nuno Nabais, Olga Pombo. Muito devo ao diálogo, intenso e exigente, com Maria Filoména Molder, assim como a outros, não menos fecundos, com Giulio Giorello e Jean Petitot; e, ainda, à severidade crítica de Birte Mdrch. 0 meu particular reconhecimento a Eduardo Prado Coelho. E às pessoas que me acompanham: Annie e Yvan Chazottes, José Gabriel Viegas e Nera Jahic, Menez, Vítor Figueiredo; Manuel Villaver-de Cabral, Ushi, Irene e José Gil, Birte e Sébastien.
MENÇÕES DE ORIGEM
INTRODUÇÃO: § 1: «I tempi dei pensiero», in R. Romano, org< Le frontière dei tempo, ed. II Saggiatore, Milão, 1981. § 2: «Spiegazione», Enciclopédia, vol. 15, ed. Einaudi, Turim, 1982.
CAPÍTULO 1: «Rappresentazione», Enciclopédia, vol. 11, ed. Einaudi, Turim, 1979.
CAPÍTULO 2: § 2: «Categorie e categorizzazione», Enciclopédia, vol. 2, ed. Einaudi, Turim, 1977. § 3: «Sistemática e classificazioni», ibidem, vol. 13, 1980, ed. Einaudi, Turim, 1977. § 5: «Uno/Molti», ibidem, vol. 14, ed. Einaudi, Turim, 1981 (Escrito em colaboração com Jean Petitot; a parte publicada neste volume é, porém, de minha exclusiva autoria.)).
CAPÍTULO 3: §§ 2-10: «Invenzione», Enciclopédia, vol. 7, ed. Einaudi, 1978; «Ricerca», ibidem, vol. 12, ed. Einaudi, Turim, 1980; § 11: «A formação da teoria kantiana do espaço», in Cultura, n.° 2, Lisboa, 1984; § 12: «Strategie conoscitive nella ricerca scientifica», Scienza e Técnica 76, ed. Mondadori, Milão, 1976 (também § 7, a).
CAPÍTULO 4: § 2: «Razão e escola: o que é e não é ensinável», Análise Social, XII, 1977; § 3: «Conoscenza», Enciclopédia, vol. 3, ed. Einaudi, Turim, 1977; § 4: « Disciplina/Discipline», ibidem, vol. 4, ed. Einaudi, 1978; § 5: «Insegnamento», ibidem, vol. 7, ed. Einaudi, Turim, 1978; § 6: «Les controverses scientifiques et leurs implications épistémologiques», Centre National de la Recherche Scientifique, Paris, 1980 (mimeo); § 7: «Affinité et imagination dans la Critique de la Raison Pure» (Actas do Colóquio de Cerisy-la-Salle sobre a obra de René Thom, ed. du Seuil, no prelo).
Numa primeira versão, alguns dos artigos da Enciclopédia Einaudi foram já publicados em português. Apraz-me registar de novo os meus agradecimentos, pela autorização de publicação, a Giulio Einaudi e a Ruggiero Romano, director dessa Enciclopédia.