ELIADE, Mircea. Historia de las creencias y las ideas religiosas (3 vols). Barcelona: Paidós, 1999.
Diversas tradições órficas, incluindo o papiro de Derveni, apontam para uma tendência monista ou monoteísta onde Zeus é identificado como o começo, o meio e o fim de todas as coisas.
O papiro de Derveni revela que nomes como Deméter, Reia e Oceano são hipóstases ou diferentes aspectos da unidade de Zeus.
Moira é interpretada como o pensamento de Zeus que determina o vir-a-ser e a extinção de tudo o que existe.
O lógos do mundo coincide com o lógos de Zeus, estabelecendo uma unidade existencial que ressoa no pensamento de Heráclito.
O mito da origem da humanidade a partir das cinzas dos Titãs, embora detalhado por autores tardios como Clemente de Alexandria, possui raízes em fontes arcaicas que mencionam a natureza titânica do homem.
Píndaro e Platão aludem a uma expiação de luto antigo e à velha natureza dos Titãs inerente à condição humana.
Xenócrates, segundo Olimpiodoro, relacionava a doutrina do corpo-prisão ao drama de Dionísio e seus algozes.