DERRIDA, Jacques. Le monolinguisme de l'autre: ou la prothèse d'origine. Paris: Éditions Galilée, 1996.
A falta não se encontra no desconhecimento de uma língua (o francês), mas no não domínio de uma linguagem apropriada (em crioulo ou em francês). A intervenção autoritária e prestigiosa da língua francesa apenas reforça os processos da falta.
A reivindicação dessa linguagem apropriada passa, portanto, por uma revisão crítica da língua francesa […]
Essa revisão poderia participar daquilo que se chamaria de um anti-humanismo, na medida em que o assujeitamento doméstico pela língua francesa se exerce por meio de uma mecânica do humanismo.
Eduardo Glissant, O discurso antilhano, Seuil, 1981, p. 334.
Ali, um nascimento para a língua, por emaranhamento de nomes e de identidades enrolando-se sobre si mesmos: círculo nostálgico do único. […] Creio profundamente que, nessa narrativa, a própria língua era ciumenta.
Abdelkebir Khatibi, Amor bilíngue, Fata Morgana, 1983, p. 77.