O poder nostálgico do mito age mesmo sobre quem nunca leu o romance ou ouviu a ópera de Wagner.
Revela-se no sucesso de massas de romances e filmes, nas cumplicidades que despertam em burgueses, poetas, mal-casados, moças que sonham com amores milagrosos.
Atua onde a paixão é sonhada como ideal, não temida como febre maligna; onde sua fatalidade é desejada como bela catástrofe, não como catástrofe.
Vive na vida dos que crêem que o amor é um destino (como o filtro no romance), que abate o homem impotente e extasiado para consumi-lo num fogo puro, mais forte que felicidade, sociedade e moral.
É o grande mistério da religião da qual os poetas românticos foram sacerdotes e inspirados.