As perspectivas urbanas tornaram-se um exercício predileto para os *intarsiatori*, como demonstra o inventário de Lourenço, o Magnífico, em 1492, ao assinalar no Palácio Medici um leito adornado com tarsias e perspectivas, havendo ainda a voga nos interiores de painéis com *vedute* de arquitetura que permite compreender a função das célebres pinturas de arquitetura conservadas em Baltimore, Berlim e Urbino, as quais, pela analogia de forma e estrutura, transpõem as vistas urbanas da marchetaria que estiveram na origem das ficções arquitetônicas que encantaram o século XV.