Camus

ALBERT CAMUS (1913-1960)

Robert Wilkinson

Francês. Nascido em 1913, em Mondovi, Argélia; falecido em 1960, nos arredores de Paris (acidente de trânsito). Categoria: Filósofo do absurdo. Interesses: Ética. Influências: Pensamento grego, Agostinho, Nietzsche e Sartre. Trajetória: Os estudos de filosofia de Camus (sobre Plotino e Agostinho) foram interrompidos por uma doença e, até o início da Segunda Guerra Mundial, ele exerceu diversos trabalhos no teatro e no jornalismo em Argel e Paris; ativo na Resistência, tornou-se coeditor (com Sartre) da revista Combat; rompendo com Sartre após a guerra, Camus dedicou-se à escrita. Prêmio Nobel de Literatura, 1957.

Camus, como Unamuno, não é um filósofo acadêmico, mas um pensador empenhado em encontrar uma maneira de dar sentido a uma vida ameaçada pelo despropósito.

O conceito central da fase inicial do pensamento de Camus é o absurdo — sentimento que nasce do confronto do mundo, que é irracional, com o desejo humano desesperado mas profundo de dar sentido à própria condição.

Uma consequência difícil de evitar nessa perspectiva é que qualquer curso de ação é permitido — tout est permis —, desde que não se tente escapar das consequências das próprias ações, como testemunha o comportamento de Mersault em L'Étranger.