Blumenberg

HANS BLUMENBERG (1920-1996)

Jean Greisch. Universalis.

Hans Blumenberg nasceu em 13 de julho de 1920 em Lübeck e, vítima das leis raciais de Nuremberg, foi obrigado a interromper seus estudos universitários.

Blumenberg estreou na cena filosófica com Paradigmen zu einer Metaphorologie (Paradigmas para uma metaforologia, 1960), defendendo a tese de que as metáforas desempenham papel essencial em nossa relação com a realidade.

Em Die Legitimität der Neuzeit (1966; trad. fr. La Légitimité des temps modernes, 1999), Blumenberg rejeita categoricamente toda interpretação da modernidade que não veja em seus grandes temas senão o subproduto secularizado da teologia cristã — como ocorre em Voegelin, Löwith e sobretudo Carl Schmitt.

Persuadido de que vivemos em várias realidades ao mesmo tempo, Blumenberg trava um combate incessante para “manter presente a ubiquidade do humano” — contribuindo, como indica o título de Die Lesbarkeit der Welt (1979), para tornar o mundo um pouco mais legível.

Como Husserl, Blumenberg quer “salvar os fenômenos” — mas imergindo-os na história.