Blondel

Maurice Blondel (1861-1949)

Jean TROUILLARD. UNIVERSALIS.

O ponto de partida de Blondel é o conflito entre a exigência filosófica e o cristianismo tradicional — se a lei da razão é a autonomia, pode ela aceitar uma religião que pretende se impor como revelada por eventos e instituições históricas e que pede fé e prática obedientes?

O choque inicial

Blondel nasceu em Dijon, de uma família burguesa e cristã que cultivava como tradição o cuidado com uma sólida cultura — a família era de juristas, não de filósofos.

A ação e o infinito

Blondel teve muito cedo o sentimento de que a filosofia e a fé tinham tudo a ganhar no aprofundamento do conflito que as opunha — da própria rigidez deveria surgir a solução.

Um combate em duas frentes

O ensinamento de Blondel foi mal compreendido e sujeito a ataques inadequados — do lado filosófico, não se quis ver nele senão uma limitação da razão pela fé; do lado teológico, escandalizou-se com essa extensão da razão a problemas que pareciam reservados à “doutrina sagrada”.

Sobrenatural e autonomia humana

Após anos de discussões muitas vezes muito vivas, a maioria das objeções feitas a Blondel — tanto em nome da razão quanto em nome da ortodoxia católica — revelou-se caduca.