A independência da lenda em relação à exatidão factual é corroborada pela reflexão de
Goethe em 1825, ao afirmar que a falta de caráter dos eruditos priva a humanidade de uma grandeza superior em favor de uma verdade indigente, sugerindo que, se os romanos tiveram a grandeza de inventar lendas, nós deveríamos ter a grandeza de acreditar nelas; tal pensamento alinha-se à concepção aristotélica de que a poesia é mais filosófica que a história, pois a força que cria os mitos emana da própria figura histórica e molda seu corpo póstumo sem intenção consciente.