A prudência metodológica do próprio
Freud em Totem e Tabu, ao reconhecer que a psicanálise não poderia explicar isoladamente a complexidade da religião nem reduzir suas origens a uma única fonte, reforça a conclusão de que todas as hermenêuticas, sejam elas linguísticas, estruturalistas ou psicanalíticas, são simultaneamente necessárias e insuficientes, exigindo do pesquisador da simbólica geral uma postura transdisciplinar, uma tolerância epistemológica e uma capacidade de autocrítica para não mutilar a polivalência dos fenômenos simbólicos através de reducionismos dogmáticos.