Uma das primeiras ocorrências da acepção de faktisch surge no curso de 1921 sobre
Agostinho e o neoplatonismo, testemunhado por Otto Pöggeler e Oskar Becker, no qual
Heidegger contrapõe a experiência cristã primitiva, compreendida como experiência da vida em sua facticidade e inquietude, Unruhe, à metafísica neoplatônica que pensa o ser como stets Vorhandenes e a fruitio dei como gozo de uma presença eterna, analisando a passagem do livro X das Confissões em que
Agostinho descreve o paradoxo segundo o qual os homens querem enganar sem ser enganados, amam a verdade quando ela se revela, mas a odeiam quando os revela, pois “querem permanecer escondidos, mas não querem que nada se esconda deles”, sendo que a verdade os desvela enquanto permanece velada para eles