No ano 529 da nossa era, o imperador Justiniano, instigado por fanáticos conselheiros do partido anti-helênico, decretou o encerramento da escola filosófica de Atenas, fazendo de Damáscio, filósofo neoplatônico nascido em Damasco cerca do ano 470, o último diádoco da filosofia pagã, após tentativa frustrada de evitar o acontecimento por meio de funcionários da corte, recebendo apenas o salário de superintendente de uma biblioteca de província como compensação pela confiscação dos bens e rendimentos da escola, e levando-o, com seis colaboradores, a buscar refúgio na corte de Khosrô Anocharvan, onde os “bárbaros” salvaram a puríssima tradição helênica que os gregos, ou “romanos”, já não eram dignos de guardar
édito imperial e partido anti-helênico
Damáscio como escolarca e último diádoco
confiscação dos bens e exílio na Pérsia
tradição helênica preservada fora do mundo grego