====== Grandes etapas do pensamento II ====== //GABORIAU, Florent. La nouvelle initiation philosophique. 4 volumes. Paris: Casterman, 1962–1965. Les grandes étapes de la pensée. Décisions II (1965).// As Grandes Etapas do Pensamento, cuja continuação apresentamos a seguir, estão divididas em dois volumes, com o objetivo de estudar a substância, a pessoa e o Resto. Sem perder de vista a articulação dessa trilogia, nos pareceu oportuno transferir para um volume à parte das Grandes Etapas a questão de Deus (NIP 6) e dividir a presente obra em três seções de importância sensivelmente igual — a liberdade, a morte, o “eu” — para assim concluir o estudo da pessoa. Recordemos que esta se articula com o problema da natureza e que propusemos dividi-la em três momentos: in medio, definição global da pessoa; e medio, os extremos; in se, a pessoa em si mesma. O volume anterior interrompeu o estudo no meio do segundo desses momentos, após o nascimento e a fatalidade. Cabe, portanto, a este volume dar continuidade a uma investigação que, após ter articulado a pessoa com a substância, coloca finalmente a pessoa na presença do Outro Absoluto. Decisões I tratava da substância e da pessoa; Decisões II conduz a essa Alteridade. * Considerações preliminares * I. A liberdade * Introdução * 1. Idealismo ou existencialismo? * 2. A hipótese do ser-livre * 3. Coexistir: ou a condição social da pessoa livre * a. Os grupos naturais * b. O bem comum constitutivo * c. As «partições» ou as exigências * d. Os poderes (governar, julgar, ensinar etc.) * e. A execução extrema * II. A morte * Introdução * 1. A morte como normal (natural) * 2. A morte interpretada (idealizada) * 3. A morte enfrentada (adversidade suprema) * a. O que ela é em aparência (manifestamente) * b. O que ela significa na realidade (a ser desvelado) * c. A certeza de morrer (ensaio de epistemologia) * d. O mal, mal interpretado * e. As soluções compensatórias: vencer o mal? * III. O eu ((Deixamos deliberadamente de fora deste estudo do “eu” aquilo que, em nossa opinião, pertence às pesquisas do físico, na figura do biólogo, do psicanalista ou do psiquiatra. Limitar-se ao âmbito estabelecido para a Filosofia desde a “Entrada na Metafísica” significa aceitar a abertura de um campo suficientemente vasto para que a subjetividade real do indivíduo seja nele plenamente assumida e suficientemente preciso para que seu estudo não escape, por isso, às exigências do conhecimento. Mas é preciso, decididamente, devolver à sua autonomia, sem esperança de retorno, os domínios outrora colonizados por uma filosofia invasiva, cuja reivindicação nostálgica se esconde, às vezes, ainda hoje, sob o nome de Fenomenologia.)) * Introdução * 1. Viver é existir (viventibus vivere est esse) * 2. Os níveis da vida animal * a. Conhecer de maneira diferente das plantas * Nota sobre a verdade ou a doença das infraestruturas * Nota sobre a memória * b. Os tropismos proporcionados * c. Caminhar irracionalmente * 3. O nível humano * a. Conhecer racionalmente * Nota sobre as operações do intelecto (Santo Tomás) * b. Aspirar razoavelmente * 1º O conflito dos apetites * 2º O amor interessado * 3º O justo instinto de amar * c. Progredir racionalmente * Nota sobre a redução eidética (Husserl) * Nota sobre a imaginação (Kant) * Nota sobre S. Freud: linguagem e método * Nota sobre Teilhard e a consciência * 4. A «forma» do homem * Nota sobre as filosofias da evolução * 5. Uma «alma» inalienável * 6. A pessoa em sua profundidade {{tag>Gaboriau pensar}}