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| + | ====== SCHUBERT, IMANÊNCIA DE UMA CATÁSTROFE DESDE A QUEDA (VALETTE) ====== | ||
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| + | Apresentação de Patrick Valette (Schubert1982) | ||
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| + | Essa catástrofe que o autor percebe em toda parte e cujas consequências mais evidentes ele revela, não demora a ser chamada, seguindo os teósofos e especialmente Saint-Martin, | ||
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| + | Schubert silencia sobre o início do mito cosmogônico tal como Saint-Martin o herdara de seu mestre Martinez de Pasqually; pois o que lhe interessa é descrever a queda e suas consequências. Ele se dedica, então, a buscar as causas que levaram a tal catástrofe, | ||
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| + | O homem, então, passou a adorar o mundo sensível em si mesmo, em vez de continuar a amar, através dele, o Espírito Divino; essa é a causa da queda do homem, que não soube manter no universo sua transparência original. Aqui, intervém a dimensão simbólica que Schubert, seguindo os teósofos e Saint-Martin, | ||
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| + | Para Saint-Martin, | ||
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| + | O homem, então, arrastou a natureza para sua queda, desorganizando o universo. A influência de Saint-Martin é perceptível em muitos momentos deste capítulo dedicado à confusão das línguas: "As palavras dessa linguagem, que existiam entre Deus e os homens, eram os seres que ainda hoje (mas como sombras do original) constituem a natureza que nos cerca." | ||
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| + | Schubert compara a natureza a um mecanismo sublime no qual o homem lançou a confusão: "O belo mecanismo, violentamente desconectado de sua origem que lhe dava vida e movimento, parou; um raio misericordioso vindo do alto não lhe garante mais do que a força de uma renovação e regeneração constante e uniformemente circular." | ||
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| + | Podemos detectar aqui outra influência nessa evocação do mito da queda, a de Novalis. Para o poeta dos //Hinos à Noite//, a queda resulta do fato de que, ao perder o sentido da vida espiritual e ao se fechar na busca de interesses egoístas, o homem fez com que a natureza perdesse sua espontaneidade inicial e adormecesse no mecanismo e no hábito. Assim, houve um enfraquecimento da espiritualidade, | ||
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| + | As forças que atuam na natureza não são mais energias espirituais, | ||
