| De acordo com o que foi dito acima (vide (breve221)), o sujeito do conhecer nunca pode ser conhecido, nem jamais se tornar objeto, representação. Todavia, uma vez que não temos apenas um autoconhecimento externo (na intuição sensível), mas também um autoconhecimento interno, e que todo conhecimento, em consequência de sua essência, pressupõe um conhecido e um cognoscente, então, o conhecido em nós, enquanto tal, não é o cognoscente, mas o querente, o sujeito do querer, a vontade. Partindo da cognição, pode-se dizer que “eu conheço” seria uma proposição analítica; em contrapartida, “eu quero” é uma proposição sintética e, com efeito, a posteriori, a saber, dada por meio da experiência, aqui experiência interna (isto é, apenas no tempo). Nessa medida, portanto, o sujeito do querer seria, para nós, um objeto. Quando olhamos em nosso interior, encontramos a nós mesmos sempre como querendo. No entanto, o querer tem muitos graus, do mais leve desejo até a paixão; e que não somente todos os afetos, mas também todos os movimentos de nossa interioridade, que subsumimos sob o vasto conceito de sentimento, são estados da vontade, eu expliquei muitas vezes, por exemplo, nos Problemas fundamentais da ética, p. 11, e também em outros lugares. | De acordo com o que foi dito acima (vide (breve221)), o sujeito do conhecer nunca pode ser conhecido, nem jamais se tornar objeto, representação. Todavia, uma vez que não temos apenas um autoconhecimento externo (na intuição sensível), mas também um autoconhecimento interno, e que todo conhecimento, em consequência de sua essência, pressupõe um conhecido e um cognoscente, então, o conhecido em nós, enquanto tal, não é o cognoscente, mas o querente, o sujeito do querer, a vontade. Partindo da cognição, pode-se dizer que “eu conheço” seria uma proposição analítica; em contrapartida, “eu quero” é uma proposição sintética e, com efeito, a posteriori, a saber, dada por meio da experiência, aqui experiência interna (isto é, apenas no tempo). Nessa medida, portanto, o sujeito do querer seria, para nós, um objeto. Quando olhamos em nosso interior, encontramos a nós mesmos sempre como querendo. No entanto, o querer tem muitos graus, do mais leve desejo até a paixão; e que não somente todos os afetos, mas também todos os movimentos de nossa interioridade, que subsumimos sob o vasto conceito de sentimento, são estados da vontade, eu expliquei muitas vezes, por exemplo, nos Problemas fundamentais da ética, p. 11, e também em outros lugares. |