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| + | ====== DIÁLOGO ENTRE SUJEITO E MATÉRIA (MVR2: | ||
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| + | O Sujeito — Eu sou, e fora de mim nada existe. Pois o mundo é minha representação. | ||
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| + | A Matéria — Que arrogância néscia! Eu, eu sou, e fora de mim nada existe. Pois o mundo é minha forma transitória. Tu és um simples resultado de uma parte dessa forma e és totalmente contingente. | ||
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| + | O Sujeito — Que disparate! Nem tu nem tua forma existiríam sem MIM: vós sois condicionados por mim. Quem me abstrai, e ainda assim acredita poder pensar-vos, enreda-se numa grande ilusão: pois vossa existência fora de minha representação é uma contradição flagrante, um síderoxylon, | ||
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| + | A Matéria — Felizmente a presunção da tua assertiva logo será contradita de uma maneira real e não por meras palavras. Mais alguns instantes e... tu de fato não existirás mais, estarás naufragado no nada com todo o teu palavrório, | ||
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| + | O Sujeito — Esse tempo infinito de que te gabas viver, existe, como o espaço infinito que tu preenches, meramente em minha representação, | ||
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| + | A Matéria — Mesmo que eu te conceda isso e resolva considerar a tua existência, | ||
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| + | O Sujeito — Fazes bem em não quereres disputar sobre a minha existência, | ||
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| + | Ambos — Desse modo, então, estamos inseparavelmente atados como partes necessárias de um todo, que nos abrange e que não subsiste senão por nós. Somente um mal-entendido pode nos opor como inimigos e assim induzir-nos um a combater a existência do outro, existência do outro com a qual cada um mantém a sua e a perde. | ||
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| + | Esse todo que abrange a ambos é o mundo como representação, | ||
