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schopenhauer:schopenhauer-mvr1-nossa-vontade

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schopenhauer:schopenhauer-mvr1-nossa-vontade [30/12/2025 12:14] – created - external edit 127.0.0.1schopenhauer:schopenhauer-mvr1-nossa-vontade [28/01/2026 19:14] (current) mccastro
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-====== Schopenhauer (MVR1): nossa vontade ======+====== nossa vontade (MVR1) ======
  
 Um grau ainda mais elevado do sentimento do sublime pode ser ocasionado pela natureza em agitação tempestuosa: semiescuridão e nuvens trovejantes, ameaçadoras; rochedos escarpados, horríveis na sua ameaça de queda e que vedam o horizonte; rumor dos cursos d água espumosos; ermo completo; lamento do ar passando pelas fendas rochosas. Aí aparece intuitivamente diante dos olhos a nossa dependência, a nossa luta contra a natureza hostil, a **NOSSA VONTADE** obstada; porém, enquanto as aflições pessoais não se sobrepõem e permanecemos em contemplação estética, é o puro sujeito do conhecer quem mira através daquela luta da natureza, através daquela imagem da vontade obstada, e apreende as ideias de maneira calma, imperturbável, indiferente, precisamente naqueles objetos que são ameaçadores e terríveis para a vontade. Nesse contraste reside o sentimento do sublime. [MVR1: §39] Um grau ainda mais elevado do sentimento do sublime pode ser ocasionado pela natureza em agitação tempestuosa: semiescuridão e nuvens trovejantes, ameaçadoras; rochedos escarpados, horríveis na sua ameaça de queda e que vedam o horizonte; rumor dos cursos d água espumosos; ermo completo; lamento do ar passando pelas fendas rochosas. Aí aparece intuitivamente diante dos olhos a nossa dependência, a nossa luta contra a natureza hostil, a **NOSSA VONTADE** obstada; porém, enquanto as aflições pessoais não se sobrepõem e permanecemos em contemplação estética, é o puro sujeito do conhecer quem mira através daquela luta da natureza, através daquela imagem da vontade obstada, e apreende as ideias de maneira calma, imperturbável, indiferente, precisamente naqueles objetos que são ameaçadores e terríveis para a vontade. Nesse contraste reside o sentimento do sublime. [MVR1: §39]
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