schelling:philosophie-de-la-mythologie-livre-ii:onzieme-lecon
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| + | ====== LIÇÃO 11 ====== | ||
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| + | ==== A Religião Filosófica e seu Devir Histórico ==== | ||
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| + | * Religião filosófica, | ||
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| + | * Processo histórico das religiões obedece a uma dialética necessária, | ||
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| + | * Paganismo e sua crise na consciência grega representam o momento em que o processo mitológico atinge seu fim, surgindo os primeiros lampejos de uma filosofia que busca compreender a mitologia, sem, contudo, suprimir sua base real; o resultado do processo permanece na consciência como um resíduo, e a libertação completa é adiada para o futuro, inclusive pelos mistérios que, segundo Heródoto, foram elaborados pelos filósofos. Na religião mitológica, | ||
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| + | * Filosofia grega, de Platão a Aristóteles e às escolas posteriores, | ||
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| + | * Cristianismo, | ||
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| + | * Reforma protestante reage a este cristianismo paganizado, opondo-lhe o cristianismo primitivo puro e as profecias apostólicas sobre um reino de liberdade; contudo, ao rejeitar a Igreja como revelação contínua, reduz a revelação a um fato passado, sujeito à crítica histórica, que progressivamente contesta sua verdade e possibilidade. A consciência, | ||
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| + | * Metafísica medieval, ou teologia natural, funda-se em três fontes de conhecimento natural independentes da revelação: | ||
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| + | * Libertação da consciência das autoridades da metafísica medieval inicia-se com Bacon, que reduz as fontes do conhecimento à experiência sensível e à indução, e com Descartes, que, duvidando da realidade das representações sensíveis e da validade objetiva das verdades gerais, desfaz o tecido artificial da velha metafísica. Descartes, dando o primeiro impulso decisivo ao movimento de libertação total, busca um princípio absolutamente certo, independente de toda pressuposição, | ||
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| + | * Malebranche avança ao afirmar que Deus é o Ser, o Existente universal, superando a concepção de Deus como ente particular; no entanto, sua distinção entre a substância divina absoluta e a relativa às criaturas permanece estéril para a compreensão do mundo, e ele recorre à incompreensibilidade para o espírito finito. Spinoza, por sua vez, radicaliza a definição: | ||
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| + | * Tarefa futura da filosofia é buscar a ciência verdadeira, produto da razão pura, que supere tanto as pressuposições da metafísica tradicional quanto a abstração da liberdade meramente negativa; esta ciência, que Platão chamaria //sophia//, deve começar por um princípio certo em si mesmo, derivado da razão mesma, e progredir de modo sistemático, | ||
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