safranski:as-esferas-de-sloterdijk
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| + | ===== Esferas de Sloterdijk ===== | ||
| + | Sua obra mais recente, aguardada com grande expectativa, | ||
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| + | Sloterdijk mobiliza os sentidos, as sensações e o entendimento para alcançar clareza sobre o próximo. O próximo? O próximo é aquilo que a filosofia frequentemente ignora: o espaço vivido e experimentado. Vivemos sempre “em” espaços, esferas, (13) atmosferas; a experiência do espaço é a experiência primária do existir. Neste livro, a filosofia recupera o rastro e a linguagem do primário. É claro que Sloterdijk não é o primeiro a tentar pensar o ser humano a partir da experiência espacial. O já citado Oswald Spengler já havia empreendido a tarefa de distinguir tipos de cultura de acordo com seus conceitos de espaço: a cultura árabe com sua obsessão pela caverna, a cultura ocidental faustiana com seu fantasma do espaço infinito. Os fenomenólogos, | ||
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| + | “Esferas” é, portanto, o título desta obra em três volumes. Uma filosofia não é original apenas quando cunha novos conceitos, mas também quando descobre algo surpreendentemente significativo em expressões bem conhecidas. O termo “esferas” remete, de fato, ao mundo desaparecido da antiga metafísica, | ||
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| + | Sloterdijk começa pela primeira esfera na qual estamos imersos, com o “fechamento na mãe”. Faz parte do drama da vida o fato de que sempre é preciso abandonar espaços animados, nos quais estamos imersos, sem saber se encontraremos nos novos um substituto habitável. A primeira transição, | ||
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| + | Visto que o ser humano mediado é um ser que, em princípio, provém de um espaço interior íntimo e acolhedor, ele também busca abrigo mais tarde e, se não o encontra, tenta criar espaços de refúgio. Isso nem sempre é possível. Sloterdijk analisa a conexão entre crises vitais e tentativas fracassadas de conformação de espaço, esboçando, ao fazê-lo, uma onto- e filogênese dos espaços de vida humanos: das conformações tanto individuais quanto histórico-coletivas de esferas em círculos ampliados, em relações de casal, famílias, amizades, associações, | ||
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| + | Este primeiro volume é dedicado sobretudo aos aspectos íntimos da formação de esferas dentro do ser humano e entre os seres humanos. O segundo volume traça a história das grandes esferas, desde os imaginários globos celeste e terrestre até as reais circunvalações terrestres e conquistas do mundo, e até o que hoje chamamos de “globalização”. Mostra como o grande formato social deve, em primeiro lugar, aproveitar o acervo de modos de experiência nas pequenas esferas e, em seguida, como deve destruí-lo. O terceiro volume analisa os indícios que, pouco a pouco, vão surgindo de novas formações de esferas no espaço social. As estruturas da vida em comum se transformam: | ||
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