descombes:2014:parte-i-eu
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| + | ====== Eu ====== | ||
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| + | Desde a época de Descartes, um novo personagem ocupa a cena filosófica: | ||
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| + | A linguagem comum conhece dois usos da palavra francesa " | ||
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| + | Desde o século XVII, a linguagem dos filósofos acrescentou um novo significado a esses dois usos: designar, como substantivo, | ||
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| + | Portanto, haveria operações nas quais o sujeito só poderia ser identificado como um eu, seja como o de alguém ou como o eu sem mais. Mas então caímos em um embaraço, porque temos a impressão de que o sistema comum de pessoas gramaticais não nos permite localizar esse eu no lugar que deveria ser o seu. Era preciso que se encontrasse ao mesmo tempo na terceira pessoa (para que se pudesse dizer "o eu") e na primeira (posto que toda a ideia é explicar o que faz que eu sou eu). | ||
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| + | A questão do sujeito — ou seja, a pergunta " | ||
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| + | Suponha que a resposta à nossa pergunta sobre a identidade de alguém seja "Isto é eu". Quais são as transformações pelas quais a filosofia do eu consegue trocar essa resposta "Isto é eu" em uma resposta que menciona um ser chamado o eu? | ||
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